Novo Citroën C3 chega em 2022 com promessa de boa relação custo-benefício

Citroën C3

Compartilhe:

Citroën C3 – País onde o carro, historicamente, é mais um símbolo de status do que um meio de transporte, o Brasil padece de um mal no mercado automotivo: a esmagadora maioria dos consumidores sonha em ter um SUV na sua garagem. Muitos preferem, aliás, um modelo desse tipo mais velho (e consequentemente com manutenção mais cara) do que um modelo mais novo de um hatch ou uma perua mais espaçosos.

É por isso, inclusive, que opções como a Spacefox, da Volkswagen, ou a Toyota Fielder não emplacaram por aqui. Um detalhe: a Fielder era apenas um derivado do sedan Corolla, que segue vendendo muito bem. Ou seja, tinha custo de manutenção parecido e oferecia a vantagem de ter mais espaço, mas não emplacou.

Com esse comportamento do mercado, as montadoras acabaram priorizando os SUVs, para suprir essa ânsia de quem tem (e até de quem não tem) dinheiro para comprar um modelo acima de 100 mil reais. E ficamos “órfãos” de peruas ou bons hatches com porta-malas acima de 300 litros. Confira a capacidade dos hatches mais vendidos, atualmente, do mercado: o Hyundai HB20 e o Fiat Argo têm 300 litros e o Chevrolet Ônix tem 303. O que tem melhor desempenho, nesse quesito, é o Renault Sandero, que oferece 320 litros, mas ele não está entre os mais vendidos no segmento e a montadora anunciou o fim da produção a partir de 2023, alegando vendas fracas.

Novo Citroën C3 chega em 2022 com promessa de boa relação custo-benefício

Por isso, é de se comemorar a chegada do novo Citroën C3, hatch que vai dar mais uma opção para quem busca um carro moderno e espaçoso e não quer ou não pode gastar rios de dinheiro com um SUV. Segundo a Citroën, o modelo tem bagageiro com 315 litros de volume, apenas cinco a menos que o Sandero, prestes a sair de linha no Brasil.

Um destaque importante, feito pela montadora, é que o modelo vai vir com várias tecnologias – outro quesito muito valorizado pelos consumidores brasileiros, que adoram ostentar a posse de um modelo que pareça mais próximo dos carros de luxo. Dentre os itens presentes no carro estão, por exemplo, painel 100% digital e sistema multimídia de 10,25 polegadas com Android Auto e Apple Carplay sem fio.

Em outro atributo no qual o consumidor brasileiro presta muita atenção, que é o design, a Citroën promete não desapontar. Uma das opções é a separação entre a carroceria e o teto em cores diferentes, com treze opções de customização disponíveis. No interior, o painel tem duas cores possíveis, cinza ou azul. Ao todo, considerando cores, acessórios, tipo de materiais e acabamentos, o novo Citroën C3 irá permitir mais de 150 combinações, de acordo com a montadora.

 

Montadora disponibilizou site para conhecer o Citroën C3

Sobre a motorização, a Citroën, no site que criou para dar informações sobre o novo modelo (www.citroen.com.br/veiculos-passeio/citroen-c3.html), limitou-se a dizer que ele “virá com motores de alta tecnologia para oferecer agilidade, economia e conforto”. Ou seja: na prática, não disse nada. Mas as especulações, na imprensa automotiva especializada, dão conta que o Citroën C3 terá uma opção 1.0, derivada da Fiat, e outra 1.6 vinda da Peugeot.

É sempre bom lembrar que Fiat, Peugeot e Citroën pertencem ao Grupo Stellantis, e compartilhamento de plataformas e motores são bastante comuns nesses casos de uma só empresa dona de várias montadoras. Para o novo Citroën C3 isso é um atrativo a mais, já que o uso de recursos de modelos já existentes no mercado pode trazer mais facilidade e menos custo de manutenção. A conferir.

E falando em tranquilidade e custo de manutenção, a Citroën tem um histórico errático de concessionárias e produção de modelos, o que traz certa insegurança para os consumidores. Por isso, um detalhe destacado pela montadora foi no atendimento pós-vendas.

“O novo Citroën C3 requer uma rede de concessionários à altura, por isso a Citroën prepara uma ofensiva inédita em sua rede, com uma abrangência de 80% do território nacional e um crescimento superior a 70% no número de concessionários em relação a 2019”, diz a empresa. A meta do grupo é chegar a 180 concessionários até o fim deste ano.

Novo Citroën C3 chega em 2022 com promessa de boa relação custo-benefício

É importante dizer que o carro será fabricado no Brasil, ao invés de montado ou importado de países com os quais o Brasil tem acordos comerciais, como México ou os do Mercosul. Isso é um ponto positivo porque geralmente agrega uma rede de fabricantes locais de autopeças, agilizando o prazo de reposição e tornando os preços dos componentes mais acessíveis.

Por fim, falando de preços, o novo Citroën C3 já está à venda na Índia. E por lá, o modelo mais em conta sai pelo equivalente a 53 mil reais. Seria um sonho ter um hatch espaçoso por esse valor no Brasil, mas as especulações da imprensa especializada, até o fechamento de Auto Revista Ceará, davam conta de que o carro por aqui vai sair por algo entre R$ 66 mil e R$ 90 mil, dependendo da versão.

Para a nossa realidade, é um valor atraente, considerando que o minúsculo Renault Kwid, que oferece muito menos espaço que o C3, custa pouco mais de R$ 64 mil na versão de entrada. É torcer para o mercado brasileiro realmente contar com uma opção de hatch com boa relação custo-benefício e não ficar só na obsessão pelos SUVs.

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais conteúdo para você

Relacionados

Frota de veículos eletrificados cresceu 48% em um ano, segundo NeoCharge

A frota de veículos eletrificados (veja definição e os tipos de modelos no fim do texto) em circulação no Brasil cresceu 48,04% entre maio de 2025 e maio de 2026, segundo levantamento da NeoCharge, empresa especializada em soluções para recarga automotiva. Com base em dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) compilados pela empresa, o número passou de 461.893 para 683.771 unidades no período, um aumento de quase 222 mil veículos. O estudo também revelou alguns movimentos importantes da mobilidade elétrica no país: • O Brasil encerrou maio de 2026 com 683.771 veículos eletrificados em circulação; • Os híbridos representam a maior parcela da frota. Do total de veículos eletrificados,

Jetour

Jetour, nova marca chinesa, chega em grande estilo

Já vai – muito – longe o tempo em que chegaram por aqui os primeiros carros vindos da China. Por isso, igualmente distante ficou o conceito inicial que Chery, Jac Motors e Lifan causaram nos consumidores. Realmente, eram carros que apresentavam problemas como acabamento simples e falta de peças. Pois bem, a mesma Chery mudou completamente sua linha de atuação e mostrou que lá no seu país de origem é uma gigante que, além do nome principal, responde por marcas de peso como Omoda, Jaecoo, Changan e Jetour – está última recém chegada no Brasil, e que também veio impondo respeito. Auto Blog 8.5 pôde conferir, em um evento de

oficinas

Artigo: revolução digital está chegando às oficinas

Oficinas entram no mundo digital – O mercado de reposição automotiva tem ganhado cada vez mais relevância no Brasil, impulsionado pelo crescimento da frota circulante e pela demanda constante por manutenção e reparação de veículos. A indústria brasileira de autopeças faturou cerca de R$ 261 bilhões em 2024, refletindo a força econômica de uma cadeia diretamente ligada à mobilidade, à logística e à manutenção da frota nacional – os dados são do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Ainda assim, durante muito tempo, as oficinas mecânicas permaneceram à margem da transformação digital que modernizou diversos outros segmentos da economia. Enquanto setores inteiros avançavam em automação, integração

proteção veicular

Proteção veicular: veja diferença de custos em relação ao seguro

Pensando nos consumidores, se tem uma coisa benéfica do capitalismo é a livre concorrência. Por isso, quem tem um carro e anda sofrendo com o preço do seguro precisa conhecer melhor as consequências da resolução n.º 491, de 4 de maio de 2026, do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Ela regulamenta o setor de proteção veicular, uma alternativa ao seguro tradicional que já atuava no mercado, mas acumulava alguns problemas por falta de fiscalização e de normas que protegessem os consumidores de fraudes e calotes, justamente no momento em que mais precisavam de proteção, ou seja, quando tinham algum incidente com seu veículo. Esse setor é formado pelas chamadas

Assine

Recebe novidades e ofertas de nossos parceiros na integra em seu e-mail