Gordini – Em sua história, a indústria automobilística tem alguns modelos icônicos, alguns no mundo e outros no Brasil. Nesse segundo grupo, certamente podemos colocar o Gordini, um sedan de formas inconfundíveis que vimos rodar por nossas ruas nas décadas de 1960 e 1970. Segundo a Renault, ela considera o carro emblemático também considerando sua extensa gama mundial.
Por isso, em sua ação de lembrança dos 128 anos de atuação no planeta, incluiu no rol de modelos que estão revivendo sua época com um exemplar que faz uma releitura do original, chamado Renault 8 Gordini. Nesse processo, a montadora criou um cupê elétrico de 2 lugares com potência de 270 cv e que, segundo ela, remete ao universo dos ralis modernos.
O projeto do carro começou com um concurso interno organizado pela área de Design da Renault. Mais de 300 desenhos foram apresentados pelos designers da marca e todos os detalhes foram explorados, desde o estilo retrô mais clássico até as interpretações mais futuristas, passando por propostas que uniam história e modernidade ou ainda silhuetas com toques de GT.
Com 4,12 m de comprimento e 1,88 m de largura, para 1,27 m de altura, o Renault 8 Gordini Concept usa rodas de 19 polegadas na frente e 20 polegadas na traseira. Esta última é mais larga e remete à presença do motor e da tração, ambos traseiros, que caracterizavam o modelo original. Para acentuar ainda mais a performance do carro-conceito, a parte de trás ganhou uma leve inclinação, que não é vista no modelo original.
Como referência ao losango que ornamentava a frente de seu “irmão mais velho”, um brasão que presta uma homenagem a ele aparece do lado de dentro do veículo conceito. Outras referências ao modelo original incluem os retrovisores de formato ogival e a grade que se estende por toda a largura do capô dianteiro até a base do para-brisa.
O Azul de France, cor icônica do Renault 8 Gordini, foi a inspiração para a cor do modelo-conceito. Ela foi reinterpretada por meio de uma aplicação em três camadas associando tinta perolada e tinta texturizada azul. Sob a luz, o azul original reaparece sutilmente nos cantos.
Originalmente decorativa e colada na carroceria, a listra dupla branca se tornou a assinatura do Gordini e faz parte da estrutura do design do Renault 8 Gordini Concept. Vários elementos são alinhados em relação a esta listra, como a grades na base do para-brisa ou os grafismos luminosos do lado de dentro dos faróis traseiros.
O design interno do Renault 8 Gordini Concept reinterpreta a estética do modelo original. O visor do painel ainda se estende por toda a largura da cabine, assumindo a forma de uma faixa horizontal de alumínio escovado onde estão instalados os displays redondos, cujas molduras espessas remetem ao tratamento em 3D dos faróis.
O painel de bordo original do Renault 8 foi a inspiração para uma releitura no novo modelo. A tradicional placa de metal com seus displays redondos foi reposicionada horizontalmente para dar sustentação e destaque a uma série de telas também redondas. Todo o interior e o cluster de instrumentos são ajustados em relação a uma linha de cintura fluida, garantindo um campo de visão desobstruído para o piloto.
Gordini original deve o nome a mecânico
Lançado em 1964, o Renault 8 Gordini original tinha motor traseiro de 95 cv e tração também traseira. A fábrica afirma que essa configuração exigia uma pilotagem aguçada, o que fez do carro um bólido de treinamento para toda uma geração de pilotos. “Ao comercializar um derivado esportivo de um modelo de produção em série com a assinatura Gordini, a Renault também democratizou a performance uma década antes do nascimento do fenômeno GTI”, completa a empresa.
O nome do modelo vem do mecânico Amédée Gordini, que associou seu sobrenome à Renault em 1957 com o Dauphine Gordini. O profissional, segundo a Renault, tinha o apelido de “feiticeiro” por sua capacidade de metamorfosear até mesmo um pequeno motor em verdadeiro puro sangue.
Para isso, ele não perdia tempo na prancheta de desenho. Ficava ao lado do fresador para dizer o que fazer, explicando como cortar peças específicas diretamente da matéria-prima. Depois disso, a peça finalizada era entregue ao desenhista, para só então ele fazer dar os detalhes necessários para o projeto.
Leia mais sobre a história do automobilismo em https://autoblog85.com/categoria/historia/


