Citroën Aircross: nossa experiência em um SUV compacto com boa relação custo-benefício

Aircross

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Em um país no qual muitos consumidores sonham com um SUV, mas precisam conciliar a paixão por carros com uma altíssima carga tributária e salários achatados, o que uma montadora pode fazer para lançar um modelo de sucesso? Investir na relação custo-benefício. Depois de uma experiência guiando o Aircross, tivemos a impressão de que esse foi o pensamento da Citroën ao encerrar, no segundo semestre do ano passado, a produção do C3 Picasso e criar várias versões do Aircross, tornando-o mais acessível a uma faixa considerável de tipos de públicos.

A versão que tivemos oportunidade de conhecer foi a Live com câmbio automático (há seis opções, veja tabela com os preços no fim da matéria) e som multimídia com tela touchscreen e compatibilidade com Apple Carplay e Mirrorlink para conexão com celulares iOS ou Android. Além desses atributos, ele tinha borboletas no volante para mudar as marchas, caso o motorista queira conduzir no modo manual, luzes diurnas de LED e sensor de estacionamento com visualização da distância dos obstáculos na tela. Trazia também direção elétrica, item de série em todos os modelos Aircross. (veja explicação sobre o modelo que guiamos feita por Alan Tanan, entregador técnico da concessionária Pigalle, que cedeu o veículo para fazermos a matéria).

Com esses recursos, mais suspensão elevada e todo o aparato que caracteriza carros com apelo SUV, como adesivagem e proteções extras nos paralamas e parachoques, o carro que guiamos custa pouco menos de R$ 64 mil, de acordo com a montagem de um veículo similar a ele no site da Citroën. Voltamos, então, ao que dissemos no início desse texto: é uma ótima relação custo-benefício, principalmente se compararmos o Aircross com seus concorrentes mais próximos: o Renault Duster e o Ford Ecosport. Muito menos equipada, a versão inicial do Duster custa mais de R$ 66 mil. E o Ecosport mais básico sai por R$ 68.490. Ambos os modelos, vale ressaltar, não têm o câmbio automático incluído nessas faixas de preços.

Com um motor que não tem performance de arrancadas nervosas mas também não decepciona para andar na cidade ou levar a família para uma viagem, o Aircross é um modelo silencioso, que anda com suavidade e dá bastante conforto em termos de visibilidade graças à ampla área envidraçada (principalmente com o generoso para-brisa de três partes). A direção elétrica, levíssima, ajuda na tarefa diária de enfrentar manobras nos estacionamentos cada vez mais apertados de prédios e estabelecimentos comerciais e é um ponto a mais para a boa dirigibilidade.

AircrossPara motorista e passageiros, também agrada a altura generosa dos bancos. A sensação é boa, por causa da ampla visão da área externa. Em relação a dimensões, o Aircross é menor que o Duster, mas isso não significa que o carro peca no quesito espaço interno. Pela nossa experiência, ele leva uma família com muito conforto e o porta-malas de 403 litros é capaz de atender boa parte das demandas. Além disso, o modelo da Citroën tem de série o banco traseiro rebatível 1/3 e 2/3, o que aumenta sua versatilidade. No modelo da Renault, esse recurso não está disponível na versão de entrada.

No asfalto ou no calçamento, o Aircross se mostrou um carro bastante robusto. Sua estrutura interna não pareceu apresentar muitos riscos de ruídos decorrentes do afrouxamento de componentes causados pela trepidação diária. E a suspensão é firme, mas sem comprometer o conforto. O veículo se revelou um resultado de bom projeto para quem busca racionalidade, combinando preço convidativo e boa quantidade de atributos positivos.

O que pudemos concluir da experiência com o Aircross é que o modelo – que está inserido em uma nova estratégia de crescimento da Citroën, sobre a qual já falamos aqui – só precisa ser mais conhecido pelos consumidores brasileiros. Para quem procura um carro com algumas características de um SUV, como espaço, boa altura, robustez e status garantido pela imponência, ele é, sem dúvida, uma opção a considerar. É provável que esse conjunto de atributos o faça ganhar mais mercado nos próximos anos. O promissor mercado nacional de SUVs de entrada só tem a ganhar com a entrada firme do Aircross, baseada na atratividade por meio de uma boa relação custo-benefício.

Versões e preços do Citroën Aircross (opções mais em conta, com pintura sólida, disponíveis no site da Citroën. Em R$)

1.5 Start Manual 51.490,00

1.5 Live Manual 57.190,00

1.6 Feel Manual 61.090,00

1.6 Live Auto 62.190,00

1.6 Feel Auto 65.690,00

1.6 Shine Auto 71.690,00

 

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