Test-drive: Fiat Freemont

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Quem já passou pela experiência de guiar um carro nos Estados Unidos, principalmente se for um legítimo Made in USA da Ford, da GM ou da Chrysler, sabe que o que uma das coisas que mais chamam a atenção de condutor e passageiros é a sensação que pode ser traduzida pela palavra “smooth”, que remete aos conceitos de “suave”, “macio”, “regular” e “tranquilo”. Isso é resultado da combinação do conforto dos carros com as pistas e ruas de asfalto impecável daquele país.

Aqui no Brasil, sabemos que estamos longe da infraestrutura norte-americana, mas podemos pelo menos desfrutar de um veículo que tem o conforto e a maciez dos modelos daquele país: o crossover Fiat Freemont. Fizemos um test-drive por Fortaleza com o carro (na versão top de linha Precision com todos os opcionais disponíveis), que é uma herança do processo de compra da Chrysler pela Fiat. A montadora, inclusive, manteve as divisões da empresa americana, entre elas a Dodge, que também comercializa o modelo com o nome de Journey.

Pode-se dizer que o Freemont é uma das versões do Journey, porque embora ele use um motor diferente (2.4 de 172 cavalos na primeira e 3.6 de 280 cavalos na segunda), não nega a sua origem americana no cuidado com conforto, tecnologia e praticidade para transportar uma família. Vamos enumerar, aqui, alguns detalhes que nos chamaram a atenção durante o test-drive.

Para começar, o motor 2.4 é bem disposto. O Freemont é um carro muito grande, mas responde com agilidade de modelo médio se o motorista pisar. Não tem torque nervoso,  mas anda bem na cidade ou na estrada. O destaque maior fica por conta da potência, que se revela nas subidas, por exemplo. Em relação ao consumo, o computador de bordo registrou média de 4,3 km/l (proporção de 100km/23l, que é como o veículo registra), em trecho prioritariamente urbano.

Apesar de alto, o carro é bastante estável. A inclinação nas curvas é pouca e a sensação do motorista, na condução, é de firmeza no chão. A altura ajuda a passar a impressão de um modelo robusto, preparado para enfrentar nossos buracos cotidianos. A Fiat informa que o veículo tem três recursos para reforçar seu desempenho de crossover:  ERM (sistema eletrônico anticapotamento), ESP (controle eletrônico de estabilidade) e EBD (corretor de frenagem eletrônico).

Nas manobras do dia-a-dia, o Freemont precisa de um pouco de tempo para se adaptar às suas medidas, caso o motorista não seja habituado a dirigir um SUV ou um crossover. Mas o sensor de estacionamento e a câmera de ré, presentes no modelo guiado, ajudaram a realizar a tarefa. Em poucos dias, já havíamos ganhado confiança para colocar o carro em qualquer vaga, por mais difícil que parecesse.

freemont_precision_015Dentro da cabine, o nível de ruído é mínimo, quase não se ouve o motor ou o barulho dos pneus no asfalto. A até 80 km/h, pode-se conversar dentro do carro sem elevar a voz. Também é no habitáculo que o Freemont revela seu DNA de carro americano, pronto para levar quem “não gosta de miséria”, como dizemos por aqui, em se tratando de carro ou qualquer outro produto.

Os bancos – de couro na versão que guiamos – são envolventes e macios. O assento dianteiro do passageiro tem um providencial espaço para guardar objetos. Destaque, ainda, para a regulagem eletrônica de distância, altura e pressão do encosto no banco do motorista.

Os bancos traseiros também apresentam comodidades. Podem ser movimentados para a frente e para trás, são reclináveis e contam ainda com um sistema de elevação para colocar crianças (veja vídeo que fizemos com detalhes do interior do carro). E na terceira fileira, o motorista opta entre a capacidade para levar bagagem (580 litros) ou assentos para o sexto e o sétimo lugares. Nesse último caso, sobram 145 litros. Há ainda, porta-objetos nos pisos dos bancos traseiros (veja foto abaixo)

freemont_precision_065

Em resumo, o Freemont chama a atenção por fatores como conforto e versatilidade de carro tipicamente americano destinado a transporte de famílias e pela facilidade com que todos os seus recursos podem ser explorados pelos usuários. Desde os comandos no volante até as várias posições possíveis para os assentos, tudo é muito intuitivo. Um pouco do tão desejado “way of life” norte-americano combinado com a gigantesca infraestrutura de concessionárias, peças, oficinas e a confiabilidade que a Fiat conquistou em todos os seus anos de Brasil. É uma parceria bem sucedida e que merece ser considerada pelos consumidores de crossovers.

Preço do modelo que guiamos (com base em carro com as mesmas características montado no site da Fiat): R$132.754

 

Ficha técnica

Motor
Cilindrada total (cc) 2.360
Potência máxima (cv) 172 a 6.000 rpm
Torque máximo (kgf.m) 22,4 a 4.500 rpm
Combustível  Gasolina
Transmissão
Número de marchas   6
Freios
Traseiros         A disco sólido
Dianteiros       A disco ventilado
Direção
Giro     11,7 m
Tipo Hidráulica
Dimensões
Capacidade do porta-malas com terceira fila de bancos (litros)       145
Capacidade do porta-malas com terceira fila de bancos rebatida (litros)     580
Tanque de combustível (litros)          77,6
Comprimento (mm)    4.888
Largura (mm)  1878
Altura (mm)    1.750
Altura do solo (mm)   195 mm
Distância entre-eixos  2.890 mm
Desempenho
0 a 100 km/h   12,9 s
Velocidade máxima   190 km/h

Principais itens presentes no modelo que guiamos
– ERM (sistema eletrônico anticapotamento)
– ESP (controle eletrônico de estabilidade)
– EBD (corretor de frenagem eletrônico)
– Sistema de monitoramento da pressão dos pneus
– 6 Air bags
– Retrovisores externos com antiembaçamento
– Ar condicionado automático tri-zone
– Câmbio automático sequencial de seis marchas
– Key less (entry & go)
– Volante em couro com piloto automático, regulagem de altura/profundidade e comandos de Mídia & Telefone
– Retrovisor interno eletrocrômico
– Central multimídia Uconnect
 

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