Sonic é apresentado em Fortaleza; fomos conferir na Sanauto

Sonic

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Sonic – Terceira colocada no ranking de vendas de veículos, principalmente graças ao desempenho do seu hatch compacto Ônix, a Chevrolet ainda não atuava no cada vez mais importante segmento dos chamados SUVs compactos modernos, que oferecem uma quantidade razoável de equipamentos, e com preços mais convidativos. É onde estão, por exemplo, modelos como o Volkswagen Tera, o Hyundai Creta e o Fiat Pulse.

O verbo no passado, no entanto, passou a não fazer mais sentido com a chegada do Sonic. Autoblog85 foi conferir, na concessionária Sanauto, em Fortaleza, a apresentação oficial do carro – uma ação conjunta entre a montadora e todas as suas revendas do País que aconteceu nesta quarta-feira, 20/05.

Segundo Félix Júnior, diretor da Sanauto, o modelo recém lançado tem como um dos grandes diferenciais alguns itens de segurança que são de série. Com apenas duas versões (Premier, R$ 134.990, e RS, a R$ 140.990, o Sonic traz em ambas câmbio automático, seis airbags, Assistente de Permanência em Faixa, Alerta de ponto cego e Alerta de colisão frontal. É um retrato fiel desse segmento em que as montadoras tentam oferecer o máximo possível de acessórios desde as versões de entrada.

Jorge Félix explica que há uma leitura do momento atual do mercado em que, segundo ele, algumas mudanças vieram para ficar. “O mercado de sedans, que já foi um mercado de volume, hoje é de nicho, com alguns clientes que ainda gostam”. Ao mesmo tempo, junto com os SUVs cresce a busca pelos modelos eletrificados. “A gente tem o Spark, a Captiva, a Blazer, a Equinox e vão vir mais seis lançamentos de eletrificados” anuncia o executivo.

Voltando ao Sonic, a expectativa na Sanauto é que o modelo represente aproximadamente 30% das vendas, considerando o portfólio da Chevrolet. Já o Ônix, que segue firme no mercado de hatchs compactos (já abandonado pela Renault), deve ficar com 40%, Os outros 30% serão da Tracker e dos eletrificados.

E falando nos eletrificados, o Spark, modelo que tem um atrativo especial por ser fabricado na unidade multimarcas instalada no município de Horizonte (antiga fábrica da Troller), ele veio com a nítida intenção de concorrer com os chineses (principalmente a BYD), embora com um preço um pouco menos convidativo: cerca de R$145 mil. E segundo Jorge Félix, os números iniciais são bons. “Eu tinha 100 unidades do Spark no showroom. Foram todos vendidos”.

Sonic herdou o nome de um hatch

Quem tiver uma memória mais apurada e for aficionado pelo universo do automobilismo vai lembrar que o nome do novo SUV da Chevrolet não é original. No início da década de 2010, um hatch com esse nome foi importado do México. Ele estava disponível também em uma versão sedan e tinha como uma das características o uso de farois duplos redondos – diferente da tendência que já era forte, na época, para as frentes afiladas em formato de cunha.

Talvez pelo visual muito particular ou por questões de custo-benefício, já que era um carro importado, o Sonic teve vida muito curta no Brasil, encerrando suas vendas em 2014 – apenas dois anos após sua chegada no nosso mercado. Hoje em dia é bem difícil encontrar o carrinho rodando, mas ele marcou sua passagem pelo menos com o fato de não ter conseguido vendas expressivas em uma montadora como a Chevrolet, que no Brasil sempre foi gigante.

Em relação ao novo Sonic, ele tem um pouco do hatch Ônix e do Tracker, já que compartilha a mesma plataforma usada em ambos. Chamada de GEM (sigla para Global Emerging Markets – Mercado Global de Emergentes), ela é, como o próprio nome diz, projetada para veículos com boa relação custo-benefício e muita robustez, já que uma das características desse grupo de países é a deficiência na infraestrutura viária.

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