Fluido veicular: conheça os 6 tipos que seu carro tem

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Fluido veicular – Para quem não sabe, é possível fazer um paralelo entre os princípios de funcionamento de um carro e do corpo humano. Na geração de energia, por exemplo, nós precisamos do oxigênio e de alimentos. Os veículos também usam oxigênio no seu processo, e o combustível entra como o segundo componente, no lugar da nossa comida.

E também como acontece com os seres humanos, fluidos são essenciais para todos os meios de locomoção motorizados. Assim como nós não passamos mais que três dias sem água, um veículo simplesmente para de funcionar se não estiver com os componentes líquidos que precisa para se mover.

De acordo com a divisão de lubrificantes da Basf, indústria mundial de produtos químicos, esse fluido veicular é essencial porque se eles estiverem em pouca quantidade ou perderem a qualidade, “pode-se gerar grandes danos às peças e mecanismos do carro, tornando-o inseguro para dirigir ou até mesmo sendo incapaz de dar partida”. A empresa lista seis fluidos de carro cruciais que precisam ser verificados regularmente como parte da rotina de manutenção de um veículo. Vamos detalhá-los a seguir.

 

Fluido veicular do motor

Esse é o fluido veicular mais importante do carro e também o que precisa ser acompanhado com mais frequência. O recomendável é fazer a troca a cada 10 mil ou 15 mil km, mas a periodicidade vai depender do tipo de uso que se faz do veículo. Se ele anda muito por estradas empoeiradas, por exemplo, é bom verificar sempre o estado e a viscosidade do óleo.

Essa tarefa é simples: depois do carro ficar parado por um tempo considerável, para todo o óleo descer do motor (de manhã cedo, por exemplo, antes de ligar o veículo), basta tirar uma vareta que está no motor e olhar, na ponta dela, como está o óleo. Ela tem um indicador de nível: se estiver baixo, vá imediatamente repor. E se o óleo estiver muito escuro ou grosso demais, é um alerta para fazer a troca o quanto antes.

Segundo a Basf, o óleo evita que as partes móveis do motor sejam danificadas pelo calor. Além disso, ele ajuda a reduzir a sujeira que obstrui as aberturas do motor. Explicamos: o processo de queima de combustível gera resíduos que podem se acumular, impedindo os componentes móveis de funcionar direito. Além de mais gasto de combustível, com o tempo essa sujeira pode empenar as peças, causando um grande prejuízo ao proprietário do veículo.

Líquido de arrefecimento

É o segundo fluido veicular mais importante do carro e o que também precisa ser verificado com certa frequência. “Mais da metade da energia produzida pelo carro é convertida em calor. O líquido de arrefecimento do motor ajuda a evitar o superaquecimento, absorvendo esse calor e expelindo-o pelo escapamento”, lembra a Basf.

O líquido de arrefecimento, vale ressaltar, não é só água. Há produtos específicos para colocar no carro, com componentes químicos destinados a limpar e conservador o radiador, a bomba d´água e demais peças que entram em contato com o líquido. E assim como acontece com o óleo do motor, a verificação é visual: há um indicador de nível e é possível ver se o líquido está muito sujo, o que indica a necessidade de troca.

Fluido veicular de direção hidráulica

Os carros têm três tipos principais de direção: a mecânica, cada vez mais rara, a elétrica e a hidráulica. No caso desta última, o fluido veicular trabalha nos componentes para permitir que o motorista manobre com menos esforço. Esse fluido tem vida útil longa e raramente dá problema, mas se o veículo está ficando difícil de dirigir, é importante fazer uma verificação. Nesse caso, um mecânico irá fazer o serviço.

Fluido veicular de freio

Assim como o óleo do motor e o líquido de arrefecimento, o fluido veicular de freio pode ser verificado visualmente, porque o reservatório fica no motor. Mas em carros bem cuidados ele não dá problema com frequência e não exige verificações com a mesma periodicidade dos dois primeiros. Mas nem por isso deixa de ser importante: “sem fluido de freio, o veículo não seria capaz de parar quando você pisar no pedal, o que certamente colocaria a sua segurança em risco. A frenagem deve acontecer instantaneamente. Se você achar que há algum atraso ou sensação anormal em seus freios — esse fluido é a primeira coisa que você deve verificar”, recomenda a Basf.

Fluido veicular de transmissão

O sistema de transmissão do carro é um componente com peças consideravelmente caras e, assim como o motor, absolutamente essencial para o veículo funcionar. E o fluido que circula nele protege contra o atrito, aumentando a vida útil e evitando grandes dores de cabeça para o motorista. Esse tipo de fluido tem vida útil longa, acima de 50 mil km, por isso não costuma dar muita manutenção.

 

Líquido do limpador do para-brisa

Esse é o fluido veicular menos importante e não tem relação com o desempenho do veículo. Mas ajuda na segurança, já que melhora a visibilidade do motorista. Há produtos específicos para o limpador, mas a verdade é que a manutenção do nível de água é o suficiente para deixar o componente funcionando bem.

Segundo a Basf, “todos os fluidos no veículo devem ser verificados pelo menos a cada intervalo de troca de óleo e alguns com mais frequência, conforme e quando necessário”, mas a verdade é que, para facilitar na correria cotidiana, dá para deixar os fluidos de direção hidráulica, freios e transmissão para intervalos maiores, a cada 30 mil km, por exemplo. A não ser que algum sinal esteja sendo dado por um veículo, seja através de ruídos estranhos ou de dificuldade para manobrar ou passar a marcha.

Por fim, Luis Fernando Sabino, gerente técnico do negócio de Aditivos e Lubrificantes da Basf, lembra o seguinte: uma boa manutenção ajuda a manter os custos de reparo baixos e diminuir os riscos de quebra. “A conservação adequada do veículo vai certamente poupar muitas dores de cabeça, dinheiro e tempo”, diz ele. Em resumo, cuidar dos fluidos do carro é cuidar também do seu bolso.

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