Racks e bagageiros de teto: saiba mais sobre esses acessórios

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Para quem não tem uma picape com sua ampla caçamba, transportar algum objeto maior pode não ser possível – principalmente se o veículo for um sedan. Isso vale, por exemplo, para pranchas de surf, bicicletas ou bagagens maiores. Por isso, seja para uso profissional ou doméstico, os racks automotivos podem ser acessórios bastante úteis no dia-a-dia.

Eles também têm uma função estética: ajudam a “encorpar” o carro, deixando-o com aparência de maior e mais robusto. Por isso, inclusive, algumas montadoras já incluem os componentes como itens de fábrica ou, pelo menos, fazem a preparação para que eles possam ser colocados. Exemplos disso são o Novo Uno, a Hilux SW4 e versões da minivan Spin, entre outros.

Segundo Cleirton Rios, vendedor do Borrachão, os racks são compostos de duas partes básicas, as longarinas (peças que são fixadas no teto ou na área da lataria que se encontra com a parte superior das portas) e as travessas, que ficam dispostas perpendicularmente entre um lado e o outro. Alguns modelos podem vir de fábrica com tudo já instalado. Outros vêm com as longarinas, o que facilita a colocação das travessas. Há também os que não têm nenhuma preparação, o que obriga a furar o teto para fazer a fixação dos componentes. “Mas eles podem ser instalados em qualquer modelo”, explica Cleirton, ressaltando que o instalador irá indicar o método e o equipamento mais apropriado.

Basicamente, os racks são feitos de plástico, nas áreas de acabamento, e metal, na parte de estrutura. Este último pode ser ferro ou alumínio. No caso de cidades litorâneas como Fortaleza, o segundo material é o mais indicado, porque não sofre a ação da maresia. O benefício, no entanto, tem um custo: enquanto o rack de ferro sai por 250 a 350 reais, o de alumínio custa entre R$ 450,00 e R$ 750,00 (esses valores são médios, o preço varia bastante e depende do modelo onde o componente é instalado).

Nos casos em que é preciso furar o teto, o montador Agamenon Aragão, da C2 Acessórios, explica que é feita uma vedação com silicone e uma bucha para impedir a entrada de ar ou água – o que poderia causar ferrugem na carroceria. Ele garante que, como o silicone vira uma espécie de borracha, o isolamento contra fatores corrosivos é total, mas alerta: “depois de furar o teto, não pode mais tirar o rack”, a não ser para colocar outro no lugar e preencher o buraco na lataria.

Um cuidado importante com esse componente é que todos têm uma limitação de peso, descrita no manual do usuário, a ser respeitada. De acordo com os entrevistados, o valor máximo costuma ficar entre 40 kg e 50 kg. Cleirton explica que um dos motivos para esse limite é o risco da carga se desprender do rack em uma freada brusca. “Quando o carro passa de 100 km por hora, o peso dobra”, ressalta ele, lembrando que uma carga de 100 kg, por exemplo, representaria 200 kg sendo jogados para a frente em uma batida forte.
Outra razão, de acordo com Agamenon, é que o próprio teto do carro também tem um peso máximo de capacidade para suportar e uma carga exagerada pode amassar a lataria. Se forem tomadas as medidas de precaução necessárias, no entanto, o rack pode ser bastante útil. “Os que mais recebem esse equipamento são os populares, como o Gol e o Uno Mille. As pessoas compram para trabalhar com o carro”, diz Cleirton.

Bagageiro de teto é boa opção
Para quem precisa de mais segurança e espaço para cargas do que o rack oferece, uma alternativa é usar o bagageiro de teto. Completamente fechado, ele tem como principal vantagem proteger os objetos do contato com sol, água ou elementos corrosivos. Além disso, o equipamento conta com fechadura, garantindo a segurança do transporte. Segundo Willian Pinto, gerente comercial do Borrachão, o bagageiro de teto pode ser colocado em qualquer veículo e é de fácil instalação: fica acoplado ao rack através de garras giratórias e pode ser retirado a qualquer momento.
thuleUma das principais utilidades do bagageiro, segundo Willian, é nos carros de sete lugares, que geralmente ficam com o porta-malas bastante limitado por causa dos dois lugares extras. “Para viajar, por exemplo, ele ajudar a aumentar a capacidade de carga”, explica. Mas também há procura pelo equipamento por parte de empresas, representantes comerciais e até aficionados por pesca.
Há várias marcas, volumes e preços para os bagageiros. Uma das mais usadas é a Thule, principalmente pela confiabilidade e qualidade dos materiais que usa. Já a capacidade pode chegar a até 510 litros. Os preços partem de 900 reais e vão até R$ 4 mil, em média. Um cuidado importante para quem coloca o equipamento, de acordo com Willian, é dar atenção à altura do bagageiro. “Ele aumenta a altura do carro em até 40 cm”, afirma Willian, destacando que isso deve ser lembrado principalmente em garagens. Como esses locais costumam ter teto mais rebaixado, existe o risco de bater o bagageiro.

 

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