Qual o custo para manter um carro em 2026?

custo para manter um carro

Compartilhe:

Custo para manter um carro – Não é segredo para nenhum brasileiro: tudo relativo a automóveis no nosso país é caro. Não só o produto em si, mas os gastos com combustível, seguro, e vários outros. Há algumas variações, mas segundo a a Serasa, empresa de análise de dados e informações financeiras que tem uma das maiores bases de consumidores do território nacional, essa despesa gira em torno de R$ 1.550,00, sem contar as parcelas de um eventual financiamento bancário para a compra do veículo.

Ao mesmo tempo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média do brasileiro é de pouco mais de R$ 3.300,00. A conclusão, com isso, é de que o custo de manter um carro não é para muitos e mesmo para quem pode, os gastos pesam muito no orçamento das famílias. Além do combustível e do seguro, já citados, entram na conta IPVA, licenciamento, manutenção, pneus, pedágios e estacionamento, além de outros imprevistos.

“Considerando um veículo de uso diário popular, os gastos médios podem chegar a R$ 1.632 por mês, podendo variar conforme o modelo, a idade do veículo e a quilometragem percorrida”, afirma Ubirani Pinho, CEO da Todos Protegidos, associação de proteção veicular. Ele afirma, no entanto, que esse custo para manter um carro pode ser reduzido com mudanças na rotina e na forma de contratar alguns serviços.

Entre as alternativas apresentados pelo executivo estão dirigir de maneira mais econômica, manter a manutenção preventiva em dia e avaliar modalidades de proteção para o veículo que possam representar menor custo. Começando pelo combustível, Ubirani ressalta que alguns hábitos ao volante podem ajudar a reduzir as despesas. Em primeiro lugar, é recomendado dirigir de forma constante, evitando acelerações e frenagens bruscas, já que essas ações aumentam o consumo de combustível e desgastam o sistema de freios.

Realizar alinhamento e balanceamento periodicamente é outra medida útil, Isso ajuda a aumentar a vida útil dos pneus, uma vez que distribui o peso do carro de forma equilibrada entre eles. Nesse mesmo sentido, manter os pneus calibrados também ajuda a economizar, porque diminui o consumo de combustível – pneus sem ar deixam o carro mais pesado, o que exige esforço extra do motor.

“Além disso, é importante trocar o óleo, os filtros e o kit de correias conforme o manual do fabricante, prevenindo despesas decorrentes de falhas”, explica. “Manter um veículo em 2026 exige planejamento financeiro e escolhas inteligentes, mas a adoção de uma condução consciente, a realização de revisões periódicas e a contratação de uma associação de proteção veicular contribuem para reduzir custos e evitar despesas inesperadas”, finaliza o CEO.

Proteção veicular como redução do custo para manter um carro

Graças à lei complementar nº 213/2025, que estabeleceu regras para as operações de proteção patrimonial mutualista, os motoristas brasileiros também podem tentar uma economia extra no preço do seguro. Ela permitiu incluir, no mercado, associações que também atuam regidas pela A Superintendência de Seguros Privados (Susep), o órgão do governo brasileiro responsável por controlar e fiscalizar esse setor.

“Com as mesmas vantagens do seguro, a proteção veicular funciona por meio de associações, nas quais os participantes contribuem para um fundo destinado a cobrir eventos previstos nas condições da proteção contratada”, declara Ubirani. Segundo ele, além da possibilidade de reduzir o custo para manter um carro, a proteção pode ajudar o motorista a lidar com despesas inesperadas relacionadas a eventos previstos no regulamento, como colisões, furtos e roubos.

Vale lembrar, também, outro fator que ganha cada vez mais relevância no mercado brasileiro: o crescimento nas vendas dos automóveis com motor que não precisa de combustível para rodar. Segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), esse tipo de transporte não demanda manutenções periódicas com óleo de motor, regulagem eletrônica e descarbonização. Além disso, o custo para manter um carro elétrico é menor porque o motor é um componente muito mais simples e robusto.

Em resumo, se você ainda não tinha se dado conta do custo para manter um carro, procure saber os valores relativos ao seu modelo. Dependendo do número que encontrar, talvez seja o caso de analisar se não seria melhor vendê-lo e passar a andar apenas em carros de aplicativos.

 

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais conteúdo para você

Relacionados

IA

Artigo: Nas rodovias do futuro, o ativo mais valioso será uma IA mais precisa

Por Ailton Queiroga, presidente da Compsis, empresa de tecnologias para infraestrutura rodoviária   Durante mais de três décadas desenvolvendo tecnologias para infraestrutura, aprendi uma lição que também conheci na indústria aeronáutica: quando uma inovação muda completamente a forma como as pessoas interagem com um sistema, o maior desafio raramente está na tecnologia. Está na confiança. Foi assim quando participei do desenvolvimento de sistemas embarcados para aeronaves militares. Um piloto jamais questiona apenas se um equipamento funciona. Ele precisa confiar que funcionará corretamente sob qualquer condição. Nas rodovias, começa a acontecer exatamente o mesmo. Essa discussão ganha ainda mais relevância porque o Brasil atravessa o maior ciclo de investimentos em concessões

eletrificados

Artigo: o desafio da pós-venda de veículos eletrificados

Por Guilherme Porazza Dias, gerente de mobilidade da TÜV Rheinland   Eletrificados – O Brasil emplacou mais de 181.542 veículos elétricos plug-in em 2025. Isto representa um crescimento de 44% em comparação com o ano anterior, quando foram vendidos 125.624. Além disso, a frota de veículos plug-in em circulação já é superior à 410 mil, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Ainda de acordo com a ABVE, no ano passado os eletrificados representaram 9% nas vendas dos veículos leves novos, chegando a 13% em dezembro. Um dos fatores que impulsionam o crescimento é a expansão dos pontos públicos e semipúblicos de recarga, que segundo a ABVE cresceu

mulheres no setor automotivo

Mulheres no setor automotivo: mais motoristas, mais mecânicas

Em 1980, o Brasil tinha, em média, 98,7 homens para cada 100 mulheres. Em 2022, esse número havia baixado para 94,2. Revelada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa diferença faz parte de uma realidade que percebemos facilmente no cotidiano: a participação feminina nos mais diversos setores da sociedade só aumenta. E o universo automotivo não fica fora disso. Além de influenciar na decisão de compra do automóvel nas famílias que têm homens, as mulheres estão assumindo, em uma proporção crescente, sozinhas as suas próprias famílias, e com renda suficiente para escolher o modelo que quiserem, sem influências. Essa autonomia também se estende para a manutenção: Elas querem

carro elétrico

Volvo lança carro elétrico com mais de 500 km de autonomia

Carro elétrico – O novo Volvo ES90 chega destacado pela montadora por ser o seu primeiro carro totalmente elétrico a superar os 500 km de autonomia, usando parâmetros do Inmetro – que costuma ser mais rigoroso que institutos de medição internacionais. O alcance total, de acordo com a empresa, é de 524 km. E isso com um conjunto propulsor formado por dois motores elétricos que combinam uma potência total de 680 cv, 870 Nm de torque e é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em quatro segundos, O modelo também é o primeiro carro elétrico da Volvo com tecnologia de 800V, oferecendo carregamento mais rápido do que qualquer

Assine

Recebe novidades e ofertas de nossos parceiros na integra em seu e-mail