A frota de veículos eletrificados (veja definição e os tipos de modelos no fim do texto) em circulação no Brasil cresceu 48,04% entre maio de 2025 e maio de 2026, segundo levantamento da NeoCharge, empresa especializada em soluções para recarga automotiva. Com base em dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) compilados pela empresa, o número passou de 461.893 para 683.771 unidades no período, um aumento de quase 222 mil veículos.
O estudo também revelou alguns movimentos importantes da mobilidade elétrica no país:
• O Brasil encerrou maio de 2026 com 683.771 veículos eletrificados em circulação;
• Os híbridos representam a maior parcela da frota. Do total de veículos eletrificados, 285.146 são híbridos convencionais, 223.196 híbridos plug-in e 175.249 modelos 100% elétricos;
• São Paulo concentra as principais marcas do segmento. No estado, as marcas com maior presença na frota eletrificada são BYD (55.536 unidades), Toyota (46.087) e GWM (24.138);
Os gráficos a seguir apresentam um panorama da frota de veículos elétricos no Brasil desde 2015 e mostra como a evolução tem sido considerável. Em apenas 10 anos, a frota passou de pouco mais de 2 mil unidades para mais de 680 mil. Considerando a realidade brasileira, de um território imenso que ainda demanda muita infraestrutura de recarga, o avanço tem sido rápido.
São Paulo tem a maior frota de veículos eletrificados
No ranking por estados, o número de veículos eletrificados parece seguir o poder econômico e a capacidade implantação de infraestrutura de cada um. São Paulo tem a maior frota, com quase 1/3 do total. A concentração é tão grande que para chegar a esse mesmo percentual é preciso juntar Distrito Federal, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Nas últimas posições estão os estados da região Norte: Rondônia, Tocantins, Roraima e Amapá e Acre, somados, representam pouco mais de 1% da frota de veículos eletrificados.
Um número impressionante nesse ranking é o espaço conquistado pela chinesa BYD. Em pouco tempo de atuação no Brasil (ela chegou por aqui em 2021, há apenas 5 anos), a marca já responde por cerca de 30% do mercado. A segunda é a Toyota, montadora que não atuava com muita força no mercado de veículos eletrificados mas desde 2013 disponibiliza o híbrido Prius. Destaque para a estratégia da BYD, que é muito focada nas vendas em escala. Isso contraria a mentalidade existente no país, de mais foco em vendas de modelos mais caros (de maior valor agregado, como as fábricas chamam).
No caso da BYD – que felizmente tem sido seguida por concorrentes também chinesas como a Geely e a GAC – a meta é oferecer modelos com boa relação custo-benefício, mais perto da faixa de 100 mil reais. Bom para os consumidores, que têm mostrado em números de vendas que carros com preço mais acessível e baixo custo de manutenção podem ter ver no nosso mercado.
Falando especificamente dos veículos eletrificados, mais uma vez a BYD se destaca. Dos cinco modelos 100% elétricos mais emplacados em dezembro de 2025, quatro eram da montadora, sendo os primeiros o Dolphin Mini e o Dolphin. Em relação aos híbridos, a BYD lidera com 3 dos cinco mais vendidos. Vale ressaltar que essa montadora já tem concorrentes nos seus calcanhares que podem animar ainda mais a disputa – beneficiando os consumidores. Os produtos Aion e Aion Y, da GAC, já apareceram nos registros de emplacamentos.
Para quem não está familiarizado com as diferenças, os veículos eletrificados são todos aqueles que usam um motor elétrico, seja para tração ou para ajudar o trabalho do motor a combustão. Os mais “puros” são os 100% elétricos. Já os híbridos dividem-se em vários grupos: há os chamados híbridos leves, onde a força elétrica pode servir para ajudar a economizar combustível, há os híbridos em que o motor elétrico também pode funcionar como tracionador junto com o motor a combustão, e por fim há os híbridos plug-in, em que uma recarga externa pode alimentar uma bateria capaz de fazer o carro rodar apenas no modo elétrico por algumas dezenas de quilômetros.




