Test-drive: Novo Cobalt manteve boas características e ficou mais bonito

Cobalt 2017

Compartilhe:

Por itens como espaço interno, conforto e confiabilidade, o Cobalt se mostrou, desde quando chegou ao mercado, em 2011, uma boa opção no segmento de sedans compactos (aquele que fica imediatamente abaixo dos médios como Corolla, Civic e Sentra). E os consumidores perceberam isso: não é à toa que ele divide com o Honda City a liderança do mercado. Ficou em segundo lugar, em 2015, e no acumulado de 2016 aparece à frente do seu rival.

Com a nova versão, a GM mostrou que teve sensibilidade para perceber que os consumidores desse segmento desejam não só um carro com as qualidades que enumeramos, mas um design que lhes confira mais status. O novo Cobalt manteve suas boas características e ficou mais bonito, com uma frente que lhe deixa mais próximo do Cruze e uma traseira mais harmoniosa.

Tivemos oportunidade de guiar a versão de entrada LTZ (a outra opção é a top de linha Elite) equipada com o pacote de opcionais R7S, que inclui itens como sensor de estacionamento traseiro, bancos com revestimento parcial em couro, transmissão automática de seis velocidades e tecnologia OnStar, entre outros.

A primeira impressão que o carro passa é de que, mesmo sem os opcionais que citamos, ele é um modelo que agrada quem busca mais sofisticação, mesmo se tratando de um compacto. Tem bom espaço interno, design agradável tanto externa quanto internamente, um generoso porta-malas de 563 litros (27 litros a mais que o concorrente direto da Honda) e traz conforto e silêncio interno dignos da tradição que é marca da Chevrolet desde modelos históricos como Opala e Monza.

O motor 1.8, combinado com a transmissão automática de seis velocidades que equipavam o modelo que guiamos, mostra uma boa relação com a carroceria. O carro é ágil, responde bem ao acelerador e vibra pouco mesmo em altas rotações. O silêncio do habitáculo também chama a atenção.

Um dos itens que mais agradou foi a presença do MyLink, sistema de conectividade (de série em todos os modelos) que permite a interação com aplicativos do celular. Uma tendência irreversível do mercado, a comunicação entre smartphones e veículos encontra no sistema do Cobalt um bom exemplo. Destaque para a tela de 7 polegadas que mostra sensibilidade para o deslizar dos dedos, o que a aproxima dos visores dos telefones.

Outro recurso que merece destaque é o On Star, também um item de série do novo Cobalt. À semelhança do que já acontece em outros países, como os Estados Unidos, ele é um sistema que conecta o carro a uma central de serviços. Entre eles estão emergência, segurança, navegação e conectividade. Através de uma ligação por uma linha celular embarcada no carro, o motorista pode, por exemplo, perguntar à central onde fica o restaurante mais próximo de onde ele está. Ele também tem a possibilidade de solicitar assistência mecânica, elétrica ou médica em caso de emergência (veja vídeo abaixo com Alexandre Gomes, da revenda Dafonte, sobre o funcionamento dos dois serviços).

https://youtu.be/xjUr9rlmkwA

Tivemos oportunidade de usar o serviço algumas vezes. Para além da novidade, ele se mostrou bastante útil, não só no quesito conveniência de achar serviços, mas em relação à segurança – componente cada vez mais precioso na rotina dos brasileiros. Como promoção, a Chevrolet oferece o On Star gratuitamente por um ano para os compradores do Cobalt. Após esse período, será definido se haverá alguma cobrança e, se houver, qual será o valor mensal.

Em nossa experiência, pudemos comprovar que a Chevrolet acertou a mão no novo Cobalt, melhorando o carro onde ele precisava para ficar mais em sintonia com o mercado, que era o design, e conservando suas boas características. A única observação fica não para o carro, mas para a montadora, que resolveu destinar a versão com motor 1.4, que existia no modelo anterior, apenas para aplicações específicas, como frotistas e taxistas. Se ela reverter essa decisão, acreditamos que muitos compradores irão agradecer.

Preço do Cobalt que guiamos (LTZ com pintura sólida e o pacote de opcionais R7S) R$ 66.990,00

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais conteúdo para você

Relacionados

IA

Artigo: Nas rodovias do futuro, o ativo mais valioso será uma IA mais precisa

Por Ailton Queiroga, presidente da Compsis, empresa de tecnologias para infraestrutura rodoviária   Durante mais de três décadas desenvolvendo tecnologias para infraestrutura, aprendi uma lição que também conheci na indústria aeronáutica: quando uma inovação muda completamente a forma como as pessoas interagem com um sistema, o maior desafio raramente está na tecnologia. Está na confiança. Foi assim quando participei do desenvolvimento de sistemas embarcados para aeronaves militares. Um piloto jamais questiona apenas se um equipamento funciona. Ele precisa confiar que funcionará corretamente sob qualquer condição. Nas rodovias, começa a acontecer exatamente o mesmo. Essa discussão ganha ainda mais relevância porque o Brasil atravessa o maior ciclo de investimentos em concessões

eletrificados

Artigo: o desafio da pós-venda de veículos eletrificados

Por Guilherme Porazza Dias, gerente de mobilidade da TÜV Rheinland   Eletrificados – O Brasil emplacou mais de 181.542 veículos elétricos plug-in em 2025. Isto representa um crescimento de 44% em comparação com o ano anterior, quando foram vendidos 125.624. Além disso, a frota de veículos plug-in em circulação já é superior à 410 mil, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Ainda de acordo com a ABVE, no ano passado os eletrificados representaram 9% nas vendas dos veículos leves novos, chegando a 13% em dezembro. Um dos fatores que impulsionam o crescimento é a expansão dos pontos públicos e semipúblicos de recarga, que segundo a ABVE cresceu

mulheres no setor automotivo

Mulheres no setor automotivo: mais motoristas, mais mecânicas

Em 1980, o Brasil tinha, em média, 98,7 homens para cada 100 mulheres. Em 2022, esse número havia baixado para 94,2. Revelada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa diferença faz parte de uma realidade que percebemos facilmente no cotidiano: a participação feminina nos mais diversos setores da sociedade só aumenta. E o universo automotivo não fica fora disso. Além de influenciar na decisão de compra do automóvel nas famílias que têm homens, as mulheres estão assumindo, em uma proporção crescente, sozinhas as suas próprias famílias, e com renda suficiente para escolher o modelo que quiserem, sem influências. Essa autonomia também se estende para a manutenção: Elas querem

carro elétrico

Volvo lança carro elétrico com mais de 500 km de autonomia

Carro elétrico – O novo Volvo ES90 chega destacado pela montadora por ser o seu primeiro carro totalmente elétrico a superar os 500 km de autonomia, usando parâmetros do Inmetro – que costuma ser mais rigoroso que institutos de medição internacionais. O alcance total, de acordo com a empresa, é de 524 km. E isso com um conjunto propulsor formado por dois motores elétricos que combinam uma potência total de 680 cv, 870 Nm de torque e é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em quatro segundos, O modelo também é o primeiro carro elétrico da Volvo com tecnologia de 800V, oferecendo carregamento mais rápido do que qualquer

Assine

Recebe novidades e ofertas de nossos parceiros na integra em seu e-mail