Banco de couro animal, couro sintético ou tecido? Veja vantagens e desvantagens de cada um

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Símbolo de status, o banco de couro em veículos é um acessório bastante procurado por consumidores. Mas você sabe as vantagens e desvantagens desse acessório, em relação ao revestimento de tecido, e as diferenças que existem entre os vários materiais? Auto Revista Ceará foi procurar informações com quem trabalha diariamente com eles nas capotarias, estabelecimentos especializados na parte interna dos veículos.

Para começar, é importante saber que, com a evolução dos materiais, é difícil, para um leigo, distinguir o couro animal do sintético. Além disso, estes últimos apresentam variações em relação à qualidade e durabilidade. “O ideal é chamar um especialista para avaliar o couro”, afirma Magno Oliveira, gerente da Globo Capotaria. Ele ressalta que as características do couro sintético são importantes, entre outros aspectos, para determinar sua resistência à exposição ao sol e ao calor – detalhes que precisam ser consideradas em cidades como Fortaleza.

Em relação ao couro animal, a principal vantagem do sintético é o preço. De acordo com Valdemir Barroso, proprietário da Stylus, um revestimento com o último material custa, em média, 800 reais. Já o animal sai por R$ 1.300 – custo adicional de mais de 60%. Além disso, como este último é de origem orgânica, a hidratação periódica é essencial para garantir a sua durabilidade.

Segundo os especialistas consultados por Auto Revista Ceará, ela deve ser feita a cada seis meses, pelo menos (em casos extremos de exposição ao sol, o prazo cai para três), e custa aproximadamente 100 reais. “O sintético só precisa de uma limpeza com pano úmido. No máximo, um detergente neutro quando estiver sujo”, afirma Magno Oliveira. Já a vantagem do animal está na durabilidade maior, se for bem conservado e devidamente hidratado, e na resistência à variação de temperaturas. “O sintético esquenta mais rápido”, afirma Cristiano da Silva, técnico da Capotaria A. Rodrigues.

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Assim como os bancos de couro, os de tecido também podem ter várias cores

Já os bancos de tecidos, opção mais comum (e barata) entre os modelos nacionais, têm como principal vantagem a manutenção simples. Só precisam de uma lavagem eventual, se estiverem muito sujos. Além disso, em todos os tipos de bancos é possível fazer a substituição de uma peça avariada, mas nos de tecido esse processo é bem mais fácil, porque o couro pode mudar a cor e a textura com o tempo, fazendo com o que o pedaço novo fique diferente dos demais. A desvantagem do tecido também é a possibilidade acúmulo de poeira e ácaros, que são invisíveis a olho nu, mas podem causar problemas de saúde, principalmente em pessoas alérgicas. Veja a seguir um resumo com as principais informações sobre os diferentes tipos de revestimentos.

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Bancos de couro com cores mais claras demandam cuidado extra

Em relação a cuidados com avarias, cada revestimento tem seus inimigos e usos mais adequados e deve sempre prevalecer o bom senso. Valdemir Barros lembra que se o proprietário do carro tem crianças, não é aconselhável revestir os bancos com couro com cores claras, como o bege. “Ele é muito bonito, mas quanto mais clara a cor, mais aparece a sujeira”, alerta Cristiano da Silva. Ele também destaca os maiores inimigos de cada tipo de revestimento, para que os proprietários redobrem os cuidados: “para o couro é a tinta de caneta, que é bem difícil de tirar. E para os bancos de tecido, o chiclete”.

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