Está difícil comprar o zero km? Veja as vantagens de comprar um carro com até três anos de uso e dicas para fazer um bom negócio

Compartilhe:

Quem acompanha o noticiário no Brasil já deve ter visto ao menos uma notícia sobre a queda nas vendas dos veículos zero quilômetro. Ressabiados com a crise, os consumidores puxaram o freio de mão e estão fugindo dos preços altos e dos financiamentos de longo prazo necessários para comprar os modelos. Mas a vontade de trocar de carro continua. E a solução encontrada tem sido a compra dos chamados seminovos, carros que têm, no máximo três anos de uso.

De acordo com a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), de janeiro a julho deste ano as vendas de veículos com 0 a 3 anos de uso cresceram 37,5%, em relação ao mesmo período de 2014. E como prova maior de que esse número vem dos consumidores que antes iam para o carro 0 km, para os modelos mais velhos de todas as categorias houve queda.

“O seminovo é um carro com preço bom. Além disso, muitas montadoras dão garantia de até cinco anos, o que significa que ele ainda vai ter um bom período sem custo elevado de manutenção”, afirma o presidente da Fenauto, Ilídio dos Santos. Esses, segundo ele, são alguns dos motivos que estão levando os consumidores a migrar para os seminovos – além, obviamente, da questão financeira.

Everton Fernandes, presidente do Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores do Ceará (Sindivel), aponta outra vantagem dos seminovos: o carro já vem emplacado e os valores do seguro são mais baratos, em comparação com o 0 km. Ele aponta uma facilidade extra para os carros usados com poucos anos de uso, na concessão de crédito por parte dos bancos. “A análise de risco é feita da mesma forma, mas o percentual da renda comprometido é menor, porque os carros são mais baratos”, explica Everton. Isso aumenta a chance do comprador conseguir o financiamento.

Para se ter ideia da diferença de preço entre um zero km e um seminovo, Ilídio dos Santos informa que o veículo perde 20% do valor quando sai da concessionária. No ano seguinte, o preço cai mais 25%. Já nos anos seguintes, o percentual é de 5% a menos a cada ano. Com isso, um modelo que custa 50 mil reais, por exemplo, poderá ser encontrado por cerca de 30 mil, dois anos depois. Vale ressaltar, no entanto, que esses percentuais são médios e dependem do modelo, do mercado e do estado do veículo.

 

Veja cuidados importantes na hora de comprar um seminovo

– Procure comprar em revendas conhecidas e com tradição no mercado

– Exija certidões negativas do veículo em relação a multas, pendências judiciais e financeiras e débitos de tributos

– Algumas empresas, como Dekra e Terceira Visão, oferecem o serviço de rastreamento de histórico do veículo, mediante o pagamento de taxas. Para quem quer aumentar a segurança da compra, esta pode ser uma boa alternativa

– Verifique se o carro tem o manual do proprietário e se ele tem registradas todas as revisões programadas pela fábrica. Elas são o requisito para a manutenção da garantia

– A taxa de juros para financiamento de seminovos pode variar bastante, dependendo do valor da entrada e do histórico do comprador. Uma boa dica é aproveitar o preço mais baixo dos seminovos, em relação aos 0 km, e dar a maior entrada possível, para conseguir percentuais menores

 

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais conteúdo para você

Relacionados

Volvo Cars

Volvo Cars e Google fazem parceria para levar IA aos carros

Volvo Cars agora com Gemini – A Volvo Cars e o Google anunciaram hoje o que definem como “uma mudança histórica na forma como os motoristas interagem com seus carros”, com o início da implementação do assistente de IA Google Gemini nos veículos da montadora sueca. A promessa é de ir além dos comandos de voz tradicionais, com o Gemini permitindo o que as empresas chamam de “uma experiência intuitiva e baseada em intenções, onde o carro consegue entender conversas naturais, o contexto e as necessidades do motorista”. Uma das metas é que essa funcionalidade torne a vida na estrada mais fácil e agradável. A implementação começa com uma primeira

carros elétricos

O futuro é só dos carros elétricos? Há quem discorde

Está acontecendo o Salão de Pequim, atualmente o mais importante evento automobilístico do planeta. E de lá as novidades são, em sua maioria, sobre as novas tecnologias direcionadas a carros elétricos. Na China, onde as soluções são integradas, a população pode ter seus carros elétricos para andar na cidade e não precisam deles na estrada porque tem uma extensa rede de trens de altíssima velocidade para percorrer o país de ponta a ponta. Mas será que essa alternativa funcionaria bem no Brasil, onde várias marcas do país asiático estão comercializando seus modelos elétricos? E em outras partes do mundo? Há quem questione esse pensamento de que o futuro da mobilidade

Fiat

Fiat 50 anos de Brasil: veja modelos especiais lançados pela montadora

Em 2026 a Fiat  celebra 50 anos de Brasil. A montadora divulgou uma série de modelos especiais que laçou desde o início da sua jornada em 1976. O primeiro foi o Fiat 147 Rallye, lançado em 1978. Ele trazia o primeiro motor de 1.300 cm³ da montadora e algumas diferenciações estéticas, como o spoiler na parte dianteira, faixas laterais e faróis auxiliares. O Rallye veio do 147 (foto principal da matéria), icônico modelo que marcou a entrada da empresa italiana no Brasil e deixou muitas marcas – boas, como o espaço interno generoso para um carro compacto, e ruins, como o câmbio problemático que era uma lenda entre os mecânicos.

carro autônomo

Você sabia? Há 20 anos, um estudante angolano idealizou um carro autônomo

Hoje em dia já estamos nos acostumando a ver carros que dispensam motorista e fazem até o trabalho semelhante aos motorista de táxi e de Uber, buscando as pessoas e deixando em outro local com segurança. E cada vez mais o sistema que ficou conhecido como ADAS (abreviatura para “Advanced Driver Assistance Systems”, algo como “Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista”, em português). E o senso comum costuma associar essa tecnologia principalmente a estrelas atuais da mídia como a estadunidense Tesla e a chinesa BYD. Mas uma curiosidade sobre isso é que em 2006, quando carro autônomo ainda não era um conceito tão comum, o angolano Frederico Thoth Jorge de

Assine

Recebe novidades e ofertas de nossos parceiros na integra em seu e-mail