Rolamento da roda – Hoje raros nas ruas, os carrinhos de rolimã fizeram a festa de crianças e adolescentes brasileiros nas décadas de 1970 e 1980. E quem se lembra deles vai poder falar de um barulho bem característico que faziam quando andavam no asfalto ou no cimento. Pois bem, esse barulho era causado pelo contato entre um componente chamado rolamento e o solo.
Embora um veículo de passeio seja infinitamente mais complexo que um carrinho de rolimã, ambos se movem pelo mesmo princípio: dentro das rodas, por trás de pneus e aros, o que garante o deslocamento seguro do carro são rolamentos cujo funcionamento é parecido com o dos que são usados nos brinquedos rudimentares de rua.
E da mesma forma que os rolamentos do carrinho de rolimã são essenciais para garantir que o brinquedo se movimente da forma correta, o rolamento da roda de um veículo estão entre os componentes mais essenciais para motorista e passageiros. No entanto, de acordo com a indústria de autopeças SKF, esses componentes costumam ser negligenciados na manutenção veicular.
“Responsável por permitir que a roda gire com baixo atrito enquanto suporta inúmeras adversidades, o rolamento tem papel direto na segurança e no desempenho do carro”, afirma a empresa. Por isso, ela traz algumas dicas de como cuidar bem desse componente ao longo da sua vida útil.
Qual o momento certo de trocar o rolamento da roda?
“Não existe uma quilometragem exata para a troca do rolamentos da roda, devido a uma série de fatores, variáveis e condições externas”, afirma Helber Antonio, engenheiro de aplicação da SKF. Como fabricante, a SKF recomenda de modo preventivo a inspeção com equipamento apropriado (estetoscópio analógico ou digital) a cada 20 mil quilômetros para aferição das quatro rodas.
Com esse procedimento o mecânico pode conseguir detectar o início da falha do rolamento, porque o estetoscópio é capaz de detectar ruídos. A medida traz ainda outro benefício: além dos rolamentos de roda, a análise vai apontar, caso haja, problemas em outros rolamentos que equipam o carro, como os rolamentos de alternadores, por exemplo.
Sinais mais comuns
O sintoma mais comum em rolamentos de roda é o ruído, que geralmente fica mais perceptível ao motorista conforme a velocidade do veículo aumenta, mesmo quando o motorista desacelera o veículo, podendo ser intensificado durante as curvas, além de apresentar outros sintomas perceptíveis de vibrações e folgas.
“É importante ressaltar que alguns veículos possuem rolamentos no semieixo que podem trazer ruídos semelhantes aos provocados nas rodas. Diante disso, recomenda-se fazer sempre uma inspeção no conjunto de transmissão para que o diagnóstico seja preciso”, alerta a SKF.
Riscos de adiar a troca
Retardar ou adiar a manutenção dos rolamentos pode agravar o desgaste, aumentando problemas como folga, vibração, aumento de temperatura e instabilidade. Além disso, pode comprometer outros componentes como cubo (peça que conecta a roda ao eixo e onde fica o sistema de freios) e a manga de eixo (que liga a roda à suspensão). Em casos mais extremos, o rolamento da roda pode simplesmente travar o giro do pneu, impedindo o carro de se movimentar. Por isso, para garantir a segurança, ao menor sinal de ruídos anormais o recomendável é levar o veículo na oficina.
Importante: diagnóstico deve ser feito por profissional
Na inspeção ideal do rolamento da roda, um profissional especializado segue alguns protocolos de manutenção e usa um conjunto de ferramentas adequados. Ele precisa primeiro suspender o veículo e inspecionar as condições de todo o conjunto, incluindo roda, freio, juntas homocinéticas (nas rodas dianteiras), semieixos e coifas. Após essa análise, a SFK recomenda que ele gire a roda e use estetoscópio para ouvir os rolamentos. Em caso de ruído, será possível concluir se o componente precisa ser substituído.
Leia mais dicas em https://autoblog85.com/categoria/servico


