Um expediente que resolve o problema do tempo de recarga, um dos desafios da mobilidade elétrica, é a troca de bateria. Em países como a China, isso já acontece com algumas marcas de carro e é relativamente comum com as motos. E por aqui também tem empresa disposta a implantar a novidade.
A Brizze Motos, marca do Grupo Minas Brisa, anunciou a chegada ao mercado de cinco modelos de motos elétricas com sistema de troca de bateria chamado “battery swapping”. Segundo a empresa, a proposta é oferecer “alternativas que combinem tecnologia, menor custo por quilômetro rodado, autonomia, praticidade de recarga, baixa manutenção, redução das emissões de gases do efeito estufa e diminuição da poluição sonora nas cidades”.
A solução permite substituir uma bateria descarregada por outra já carregada em estações distribuídas pelas cidades, reduzindo o tempo necessário de recarga e aumentando a autonomia dos veículos. As estações para motos com sistema de troca de bateria serão implementadas inicialmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza, além de cidades de Santa Catarina e do Paraná.
Por meio de um aplicativo, o usuário poderá localizar a estação de troca mais próxima. Basta depositar a bateria utilizada no compartimento indicado e retirar outra já carregada e pronta para uso. Vale ressaltar que a opção de troca funciona como uma alternativa ao carregamento tradicional, mas não impede que o usuário faça a recarga em casa.
“Nosso objetivo é tornar a mobilidade elétrica mais funcional e adequada à realidade das cidades brasileiras. Queremos oferecer eficiência, praticidade e tecnologia que atendam às necessidades de quem utiliza a moto diariamente. O battery swapping é parte importante dessa proposta, pois reduz o tempo de parada para recarga e amplia as possibilidades de uso das motos elétricas com sistema de troca de bateria no dia a dia, tornando-se uma alternativa viável também para os profissionais de delivery e entregadores”, afirma Marcos Almeida Magalhães Junior, diretor da Brizze Motos.
Primeiros modelos de motos elétricas com sistema de troca de bateria
O portfólio inicial da marca foi desenvolvido por uma equipe brasileira em parceria com especialistas da China. A empresa aposta, também, em uma cadeia produtiva local: cerca de 40% dos componentes serão de fabricação nacional. Os modelos serão produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM) e comercializados em todo o país.
A linha de estreia reúne quatro modelos da família Z1, todos equipados com motores de 1.000 W, e a Z4, com motor de 4.000 W. Entre as opções da Z1, a Z1 City foi desenvolvida para deslocamentos urbanos e conta com bateria de 60V/24Ah, autonomia de 55 km e velocidade máxima de 32 km/h. O modelo pesa 52,4 kg e tem 1,71m de comprimento.
Com as mesmas especificações de motor, bateria, autonomia e velocidade máxima, a Z1 Fun aposta em dimensões mais compactas e versatilidade, sendo a mais leve da linha, com 51,4 kg e 1,60m de comprimento. Já o modelo premium Z1 Ventus tem configuração voltada ao conforto no uso cotidiano, com melhorias na suspensão, freio e acabamento. Pesa 57,7 kg, possui 1,64m de comprimento, autonomia de 55 km e velocidade máxima de 32 km/h.
Completa a família a Z1 Street, que mantém as mesmas especificações de motor, bateria, autonomia e velocidade máxima, mas tem 52,6 kg e 1,81m de comprimento. Os modelos são autopropelidos, ou seja, com motor de propulsão própria, e voltados a consumidores que buscam uma alternativa mais econômica para deslocamentos urbanos e distâncias menores.
Já a Z4 possui motor de 4.000 W, autonomia de até 120 km e velocidade máxima de 100 km/h. Com dimensões de 207x80x110cm e entre-eixos de 140cm, é direcionada a motoboys e usuários de motos de 125 a 160 cilindradas que utilizam o veículo no dia a dia. Para conduzir o modelo, é necessária habilitação na categoria A.
As primeiras unidades de motos elétricas com sistema de troca de bateria devem ser entregues entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. Os preços partem de R$ 4.990 para os modelos de entrada de 1.000 W, enquanto a Z4, será comercializada por R$ 13.990.
A Brizze Motos diz que sua intenção é ir além das motos elétricas com sistema de troca de bateria. Ou seja, a criação do sistema de mobilidade que inclui estações de troca vai ficar com ela, também. Além disso, ela desenvolveu m aplicativo que permite acompanhar o nível da bateria, acessar informações do veículo e localizar as estações disponíveis.
“O projeto já recebeu mais de R$5 milhões em investimentos do grupo e prevê mais de R$150 milhões em aportes nos próximos três anos, com o objetivo de ampliar o acesso à mobilidade elétrica no Brasil”, conclui a empresa.


