Grupo Chery anuncia a Lepas, marca de luxo, para 2027

Lepas

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Pelo jeito, a China realmente está acreditando no mercado brasileiro. A LEPAS, marca do chamado segmento “premium” (carros de luxo) do Grupo Chery, confirmou sua chegada ao País em 2027. “Focando na expansão internacional e avançando nos preparativos para iniciar operações no país, a marca, que estreou globalmente no início de 2026, tem o Brasil entre os seus mercados prioritários na América Latina”, declara a empresa.

A chegada ao Brasil faz parte da internacionalização da LEPAS, que vem ampliando sua presença em mercados da Europa, da Ásia, do Oriente Médio e, como já mencionado, da América Latina. Recentemente, a marca embarcou seu primeiro grande lote de veículos a partir do Porto de Wuhu, na China, com aproximadamente 1.500 unidades destinadas a mercados europeus como Itália, Espanha, Grécia, Croácia, Eslovênia e Romênia.

“A estratégia da Chery International para os próximos anos passa pela construção de um ecossistema global de marcas, com propostas e posicionamentos distintos para atender às novas demandas da mobilidade. A chegada da LEPAS ao Brasil faz parte desse movimento e reforça nossa capacidade de atuar em diferentes segmentos, enquanto avançamos também com outras marcas do grupo, incluindo aquelas voltadas ao mercado premium e de luxo que combinam tecnologia, design e novas energias de acordo com o perfil de cada mercado”, conta Mr. Peng Hu, CEO do Chery International Group no Brasil.

Por aqui, a LEPAS diz que pretende “apresentar uma nova geração de veículos premium de nova energia, desenvolvidos para combinar design sofisticado, tecnologia inteligente e desempenho eletrificado”. Auto Blog 85 foi dar uma conferida no site mundial da marca (disponível em (lepasinternational.com), há três modelos disponíveis, todos SUVs: L8, apenas em versão híbrida, e L4 e L6 – estes dois últimos com opções híbridas ou 100% elétricas.

O Grupo Chery International lembra que no Brasil ele está presente com a OMODA & JAECOO, em operação no País desde 2025. Vale ressaltar que através do grupo Caoa há veículos que levam o nome da marca principal, como o Tiggo 5X, o Tiggo 7 e o Tiggo 8.  Mas ao que tudo indica, a empresa chinesa pretende se consolidar de forma independente com as outras marcas.

A expansão do grupo no Brasil terá outra novidade em 2027. O ano também marcará a chegada da iCAUR, “reforçando o compromisso da Chery International de diversificar sua atuação e ampliar as opções de mobilidade premium e sustentável para o consumidor brasileiro”, segundo a Chery International.

Lepas faz parte de estratégia independente da Chery

Vale ressaltar que apesar de estar presente há algum tempo através do grupo Caoa, a Chery não apresentou o desempenho impressionante de concorrentes que também vieram da China. A BYD, atualmente, já ocupa a 4ª posição de vendas de carros de passeio, segundo o ranking da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). E a GWM, mais recente, está na nona posição.

O resultado chama ainda mais a atenção porque o investimento das gigantes chinesas tem sido, em parte, em carros 100% elétricos, que ninguém imaginaria, alguns anos atrás, que fariam tanto sucesso em um Brasil de dimensões continentais e infraestrutura ainda precária de recarga. O Dolphin Mini já é o sexto veículo mais emplacado no Brasil (dados de julho último).

A China também está presente através de joint ventures com marcas tradicionais como a Renault-Geely e a Stellantis-Leapmotor. Nesses casos, diferentemente do grupo Caoa, as marcas contam com uma grande rede de revendas que atua há décadas no Brasil, o que ajuda tanto na rede de serviços quanto no grau de confiança dos consumidores. Um exemplo prático disso é que o Geely EX2, um concorrente elétrico direto do Dolphin, já está entre os 25 modelos mais comercializados do Brasil.

Talvez seja esse mesmo desempenho das concorrentes que a Chery busca, agora com operações próprias. Para os consumidores, segue a esperança de que esse aumento da concorrência e o foco em vendas de escala dos chineses finalmente barateiem nossos veículos, que seguem entre os mais caros e inacessíveis do mundo.

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