Ferrari decide arriscar e lança o Luce, supercarro elétrico. Vai dar certo?

Luce

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O início de um novo capítulo na história de excelência e inovação em engenharia da Ferrari”. É assim que a lendária fábrica italiana de supercarros anuncia o Luce, um de seus mais novos modelos. O principal motivo para isso é que o carro representa o esforço da empresa para se adequar aos novos tempos de produtos menos poluentes. É uma iniciativa arriscada para uma marca tradicionalmente associada a motores convencionais. O tempo dirá se vai dar certo.

O nome “Luce” (luz, em italiano), segundo a fábrica, evoca clareza e direção e representa uma iluminação do caminho para o futuro não “Ferrari elétrica”, mas uma Ferrari completamente nova, projetada para um envolvimento e desempenho mais profundos. Mantendo a tradição, ela optou por projetar, desenvolver e fabricar internamente as principais parte do carro. O projeto inclui mais de 60 novas patentes e a própria empresa irá fornecer assistência para todos os componentes elétricos, incluindo as baterias – também desenvolvidas por ela. A Ferrari não informou o tempo de recarga da bateria, mas em sistemas de 800 V, como o que ela adotou no Luce, a média é chegar de 10% a 80% em um intervalo que pode levar entre 15 e 30 minutos.

Ferrari decide arriscar e lança o Luce, supercarro elétrico. Vai dar certo?

No design, foi desenvolvida uma arquitetura radicalmente nova que permite modelos de quatro portas e cinco lugares. Isso representa uma novidade para a Ferrari, já que sua configuração principal, com motor dianteiro-central e caixa de câmbio traseira, não permitem um banco traseiro capaz de abrigar três pessoas.

Na interface, os controles e displays foram agrupados de acordo com as funções, com comandos e informações mais essenciais diretamente à frente do motorista. Botões, mostradores, interruptores e alavancas mecânicas de precisão são combinados com displays digitais multifuncionais desenvolvidos em parceria com a Samsung. O sistema de áudio possui 21 alto-falantes e amplificação de 24 canais/3000 W.

Falando em performance, o Ferrari Luce, com um peso de 2.260 kg, vai de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e de 0 a 200 km/h em 6,8 segundos. A velocidade máxima é superior a 310 km/h, a potência máxima total é de 1050 cv e uma autonomia – segundo a Ferrari – é de mais de 530 km. O carro é movido por quatro motores elétricos distribuídos nas rodas e está equipado com uma bateria de alta capacidade de 122 kWh. Cada roda é equipada com um atuador (dispositivo que converte energia elétrica em movimento mecânico) para tração e regeneração, um para o ângulo de direção e um para controlar o movimento vertical.

Ferrari decide arriscar e lança o Luce, supercarro elétrico. Vai dar certo?

Luce tem solução engenhosa para produzir som

Sendo um carro elétrico, o Luce não tem o ronco tradicional do motor, mas a Ferrari afirma ter encontrado uma solução para isso. O veículo tem um acelerômetro de precisão no centro do eixo que captura a vibração dos componentes rotativos enquanto as ondas sonoras se propagam. Esse sistema filtra, equaliza e amplifica o sinal, mas somente de acordo com a experiência de condução. O nível de ruído é controlado pelo motorista, que pode alternar entre um foco silencioso e a máxima expressividade. O som é emitido por um sistema de amplificação externo que cria uma onda sonora natural e um sistema interno que garante detalhes e alta fidelidade. Esse som também é audível fora do carro.

Em relação à dirigibilidade, o cuidado com a aerodinâmica moldou a arquitetura de todo o carro, com superfícies refinadas para serem lisas, contínuas e ininterruptas, maximizando o fluxo de ar. Grades aerodinâmicas ativas regulam o fluxo de ar através dos trocadores de calor equilibrando as necessidades de refrigeração e o arrasto. Além disso, a altura ativa da suspensão pode baixar a dianteira em 10 mm em alta velocidade para maximizar a eficiência sem comprometer o conforto ou o desempenho.

Em relação ao preço, lá na Itália o supercarro sai por aproximadamente 500 mil euros, o que dá, no nosso combalido real, algo próximo de R$ 3,2 milhões.

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