“Nenhum atleta do mundo é tão ligado a seu povo quanto Ayrton Senna”

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Em 2019 o Brasil e o mundo irão registrar 25 anos da morte do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna em um acidente trágico no autódromo de Imola, na Itália. Mesmo assim, o brasileiro foi bastante reverenciado pelo inglês Lewis Hamilton em uma coletiva de imprensa realizada hoje sobre sua participação no campeonato de 2018, do qual ele já se consagrou pentacampeão antes do fim do torneio. 

Hamilton, que se prepara para correr com a tranquilidade de quem já tem o título garantido, irá participar da corrida de Interlagos, no próximo domingo, dia 11, e não poupou elogios a Ayrton Senna. “Interlagos é um dos circuitos mais difíceis do campeonato. Tem desafios como a temperatura  e a altitude”, afirmou. Ele lembrou, ainda, a instabilidade do clima de São Paulo, onde chuva e sol costumam alternar com frequência. Sobre essas dificuldades, Lewis ressaltou a capacidade de enfrentar dificuldades do piloto brasileiro: “toda vez que venho aqui, sinto a presença dele no autódromo”. Ele também se disse fascinado com a relação que Ayrton Senna tem com a população.

Sempre afirmando que não atribui o sucesso dos seus cinco títulos unicamente a seu desempenho, mas a um conjunto de fatores e a muito trabalho, Lewis Hamilton, quando perguntado por jornalistas, preferiu não falar sobre a expectativa de conseguir mais campeonatos ou se igualar ou superar o mito alemão Michael Schumacher, que acumula sete troféus. De acordo com ele, ainda não foi possível absorver a conquista deste ano, porque o campeonato nem acabou. “Nenhum atleta do mundo é tão ligado a seu povo quanto ele”

“Quero abraçar o momento e ser feliz com o que tenho. Depois de ganhar o campeonato, a meta é melhorar ano que vem”, disse, lembrando que terá muito trabalho para enfrentar os concorrentes que são mais jovens que ele. “Hoje eu sou um dos mais velhos e vou precisar de muito trabalho. Mas acredito que a experiência irá ajudar”, concluiu.

Quando questionado sobre a possibilidade de algum brasileiro voltar a ter destaque na Fórmula 1 (hoje o campeonato não tem nenhum entre os concorrentes), Lewis Hamilton afirmou não conhecer nenhum nome nem saber se o país está apoiando a formação de novos talentos. “Sei que outros países, como a Argentina e o México, estão investindo”. A relação entre o sucesso e a combinação de muito trabalho e estudo foi citada algumas vezes pelo piloto, que lembrou todo o esforço necessário desde muito cedo para garantir uma carreira no automobilismo.

Lançamento de linha de óleos

Um aspecto interessante da coletiva de imprensa de Lewis Hamilton é que ela foi feita em parceria com a Petronas, empresa de óleos lubrificantes automotivos que fornece o produto usado pela equipe Mercedes AMG, do piloto inglês e destacou a sua nova linha Tutela. Foi lembrado que embora o desempenho de um veículo da competição geralmente seja atribuído ao piloto, há um conjunto de fatores igualmente importantes.

Entre eles estão transmissão, suspensão e o óleo do motor. Este último é decisivo porque os veículos de uma competição de elite como a Fórmula 1 são submetidos a condições extremas – e diferentemente de componentes como pneus, o óleo do motor não pode ser trocado durante a corrida e é responsável pelo combate ao atrito das peças metálicas. Para se ter ideia do que isso representa, um veículo de passeio comum registra 3 mil a 5 mil rpm (rotações por minuto) no motor. Em um carro de Fórmula 1, esse patamar chega a aproximadamente 15 mil rpm.  

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