Test-drive: Picape Duster Oroch

Compartilhe:

Desde o lançamento do Logan e do Sandero, em 2007, a Renault demonstrou um grande senso de oportunidade para lançar produtos que preenchiam lacunas do mercado. Esses modelos, por exemplo, tiveram (e ainda têm) como principais atrativos um espaço interno difícil de encontrar em concorrentes do mesmo segmento, ao mesmo preço. E os consumidores responderam bem a essas ofertas.

Depois da chegada dos dois modelos, a Renault passou do 8º lugar, em 2006, para o quinto no ano passado, no ranking de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ficou atrás apenas de Fiat, GM, Volkswagen e Ford, montadoras que já atuam no mercado nacional há várias décadas. E até hoje, os modelos, agora reestilizados mantêm suas vantagens. O Logan, por exemplo, continua com uma das melhores relações custo-benefício quando o assunto é capacidade de porta-malas versus preço final do veículo.

Fizemos essa introdução para explicar porque entendemos que a picape Oroch, recém lançada, representa mais um tiro certo da Renault em direção ao gosto dos consumidores. É certo que os brasileiros gostam de carros altos com apelo off road, por vários motivos. Seja pelo status, pela sensação de segurança ou pela vantagem de poder rodar em terrenos acidentados sem medo, o fato é que modelos do tipo são sucesso garantido.

Dentro desse universo, a Oroch chegou para atender aqueles consumidores que sonhavam com uma picape alta, robusta e boa para rodar também na cidade que tivesse preço mais acessível que uma Hilux ou uma L200 e não fosse tão pequena como a Fiat Strada. Essa última picape, aliás, tem sido a mais vendida do País, talvez mais por falta de opção do que necessariamente apenas por suas qualidades.

Derivada do SUV Duster, a Oroch veio para atender esse promissor nicho de mercado. E em um test-drive que tivemos oportunidade de fazer em um modelo gentilmente cedido pela concessionária Jangada Renault, pudemos comprovar que o carro tem muitas características que a tornam capaz de agradar quem gosta de modelos dessa categoria.

Para começar, ela tem boa altura. No comando da Oroch, o motorista não tem medo de lombadas, irregularidades no asfalto ou buracos. Ao mesmo tempo, é um modelo de boas dimensões mas estrutura compacta, extremamente fácil de manobrar e conduzir na cidade. A versão que guiamos, a top de linha Dynamique com motor 2.0 e câmbio manual de seis velocidades, mostrou uma disposição de carro pequeno de passeio com pouco peso e muito motor. O torque aparece em baixas rotações: basta pisar que o carro responde como se fosse um esportivo. Além disso, pela presença da sexta marcha, é possível, por exemplo, subir uma ladeira em terceira com surpreendente desenvoltura.

Oroch2Em relação ao espaço interno, a Oroch segue a linha dos modelos que a antecederam, que são o Logan, o Sandero e o Duster (as plataformas são bastante próximas para todos os veículos). Além de bom espaço interno, ele aparenta isso, ou seja, motorista e passageiros têm a sensação de que estão em um carro amplo.

 

Oroch3A caçamba da Oroch não tem o espaço da de uma picape média, mas para isso a Renault também encontrou uma saída criativa. Um acessório funciona como extensor da tampa traseira, aumentando consideravelmente o comprimento (nós mostramos esse recurso no vídeo abaixo). Para quem deseja usar o veículo para trabalhar com carga ou precisa levar motos ou bicicletas, por exemplo, ele pode se mostrar útil. A caçamba tem 1.350 mm e 650 kg de capacidade de carga. Com o extensor, o comprimento ganha mais 630 mm e a capacidade total sobe para 730 kg. O custo do acessório é R$ 3.450,00.

 

Como bom misto entre carro de passeio e off road, a Oroch que guiamos tinha equipamento de som de qualidade e um conjunto de itens de tecnologia e conforto feitos para agradar quem é mais exigente. Entre eles, destaque para a tela sensível ao toque do sistema multimídia, o piloto automático e o baixo nível de ruído, este último auxiliado pela pouca vibração do motor.

É um veículo que tem muitas características capazes de agradar quem procura uma opção intermediária entre as picapes pequenas e as chamadas médias. Com o modelo, ganhou a Renault, que praticamente criou uma categoria entre as duas citadas, e ganham os consumidores desse tipo de veículo, que agora têm mais uma (boa) opção a considerar na hora da compra.

Versões e preços
Expression 1.6 – R$ 62.990,00
Dynamique 1.6 – R$ 66.790,00
Dynamique 2.0 – R$ 70.790,00
Valor do carro que guiamos (com pintura metálica e opcionais) – R$ 74.090,00
Valor do carro que guiamos com o extensor de caçamba – R$ 77.540,00

 

Ficha técnica

Versões / Motores
1.6 16V
2.0 16V
Expression/Dynamique
Dynamique
Motor
Bicombustível (etanol e/ou gasolina), 16 válvulas
Tração
Dianteira 4×2
Cilindrada
1.598 cm³
1.998 cm³
Potência máxima
110 cv (gasolina) @ 5.750 rpm
115 cv (etanol) @ 5.750 rpm
143 cv (gasolina) @ 5.750 rpm
148 cv (etanol) @ 5.750 rpm
Torque máximo
15,1 kgfm @ 3.750 rpm (gasolina)
15,9 kgfm @ 3.750 rpm (etanol)
20,2 kgfm @ 4.000 rpm (gasolina)
20,9 kgfm @ 4.000 rpm (etanol)
Pneus/Rodas
215/65 R16
Freios
Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira
Direção
Hidráulica, com diâmetro giro de 10,7 m
Câmbio
Manual 5 velocidades
Manual 6 velocidades
Tanque combustível
50 L
Volume da caçamba
683 L
Carga útil
650 kg
Peso em ordem de Marcha
1.292 kg
1.346 kg
Entre eixos
2.829 mm
Comprimento
4.693 mm
Altura
1.695 mm
Largura
1.821 mm
Largura c/ espelhos
1.997 mm
Altura livre do solo
206 mm
Ângulos de entrada
26°
Ângulos de saída
19,9°
Velocidade máxima
160 km/h (gasolina)
164 km/h (etanol)
178 km/h (gasolina)
186 Km/h (etanol)
Aceleração
0 a 100 km/h
14,3 segundos (gasolina)
13,2 segundos (etanol)
10,6 segundos (gasolina)
9,7 segundos (etanol)
Consumo Estrada
10,9 km/l (gasolina)
7,5 km/l (etanol)
10,8 km/l (gasolina)
7,3 km/l (etanol)
Consumo Cidade
9,6 km/l (gasolina)
6,6 km/l (etanol)
9,2 km/l (gasolina)
6,4 km/l (etanol)

 

 

 

 

 

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais conteúdo para você

Relacionados

Fiat

Fiat 50 anos de Brasil: veja modelos especiais lançados pela montadora

Em 2026 a Fiat  celebra 50 anos de Brasil. A montadora divulgou uma série de modelos especiais que laçou desde o início da sua jornada em 1976. O primeiro foi o Fiat 147 Rallye, lançado em 1978. Ele trazia o primeiro motor de 1.300 cm³ da montadora e algumas diferenciações estéticas, como o spoiler na parte dianteira, faixas laterais e faróis auxiliares. O Rallye veio do 147 (foto principal da matéria), icônico modelo que marcou a entrada da empresa italiana no Brasil e deixou muitas marcas – boas, como o espaço interno generoso para um carro compacto, e ruins, como o câmbio problemático que era uma lenda entre os mecânicos.

carro autônomo

Você sabia? Há 20 anos, um estudante angolano idealizou um carro autônomo

Hoje em dia já estamos nos acostumando a ver carros que dispensam motorista e fazem até o trabalho semelhante aos motorista de táxi e de Uber, buscando as pessoas e deixando em outro local com segurança. E cada vez mais o sistema que ficou conhecido como ADAS (abreviatura para “Advanced Driver Assistance Systems”, algo como “Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista”, em português). E o senso comum costuma associar essa tecnologia principalmente a estrelas atuais da mídia como a estadunidense Tesla e a chinesa BYD. Mas uma curiosidade sobre isso é que em 2006, quando carro autônomo ainda não era um conceito tão comum, o angolano Frederico Thoth Jorge de

duplicador de vagas

Sem espaço para guardar o carro? Use o duplicador de vagas

Com uma densidade populacional cada vez maior nas médias e grandes cidades do Brasil, um desafio crescente é a demanda por vagas de estacionamento. Muitos condomínios novos têm oferecido espaço para apenas um carro por imóvel. Ao mesmo tempo, é difícil encontrar quem consiga dispensar um segundo modelo. Afinal, as metrópoles brasileiras, em sua maioria, têm um transporte público de má qualidade. Então, quem tem condições acaba optando por ter ao menos dois carros. Seja pelo conforto, pela praticidade ou até por segurança, já que no ônibus ou no trem há o risco maior de assaltos. E para conseguir a vaga extra, nem sempre é fácil. Há quem deixe o

Idle Giants

Idle Giants: conheça a iniciativa que luta por caminhões e ônibus elétricos

Idle Giants – Duas coisas fazem parte do senso comum, quando se fala em veículos da linha pesada. A primeira é que caminhões e ônibus, a despeito de todas as inovações tecnológicas implantadas, seguem sendo bastante barulhentos e emitindo uma fumaça incômoda dos escapamentos. E a segunda: toda as vezes que temos uma crise de petróleo, ficamos em polvorosa diante das consequências do aumento do preço do diesel. Dito tudo isso, cresce cada vez mais o debate em torno da diversificação de fontes de energia para a frota dos modelos de transporte. Para quem ainda não conhece, há uma coalizão que reúne entidades da sociedade civil na Europa, nos Estados

Assine

Recebe novidades e ofertas de nossos parceiros na integra em seu e-mail