Test-drive: Fiat Toro versão de entrada Freedom com motor 1.8 a gasolina

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No ranking de picapes mais vendidas da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), existem só dois segmentos: as picapes pequenas e as grandes. Se existisse uma faixa de picapes médias, figurariam a Fiat Toro e a Renault Oroch. E nesse caso, a Toro reinaria com uma média de vendas que chega a mais que o dobro da concorrente francesa.

Mesmo na classificação atual, no entanto, a Toro revela o fenômeno que tem sido no mercado nacional, conseguindo rivalizar com a Toyota Hilux. A diferença entre as duas, no acumulado de 2016, fica em apenas 4,5 pontos percentuais. Para um veículo que é novidade absoluta e chegou há poucos meses nas concessionárias, é um número que impressiona.

Essa introdução falando do bom desempenho da Toro é para dizer que pudemos conferir, em um test-drive, porque ela tem agradado cheio os consumidores. Alguns motivos não são difíceis de entender. Primeiro, ela está em um segmento que hoje atende uma demanda antiga do mercado, que é a dos veículos SUV com preço mais acessível que o dos grandes (entre R$ 70.000,00 e R$ 100.000,00) e dimensões perfeitas para rodar na cidade sem perder o status que têm carros maiores e mais altos que os compactos.

Assim como o Renegade, outro sucesso de vendas da Fiat (pela Jeep, uma de suas marcas) na mesma categoria de SUVs compactos, a Toro se revela um projeto muito bem acabado. Do “irmão” ela traz as mesmas opções de motores, 1.8 bicombustível e 2.0 a diesel. E assim como o Renegade, ela se destaca por detalhes como bom acabamento interno e cuidados com os detalhes no design.

Tivemos oportunidade de guiar a versão com motor bicombustível equipada com o kit opcional Opening Edition. Entre os principais itens, ele traz retrovisores externos elétricos com memoria (tilt down /rebatimento / luz de conforto), ar condicionado digital dualzone, câmera de ré, volante em couro com alavanca de seleção das marchas tipo borboleta, Voice recognition e central multimídia com tela de 5″ touchscreen, navegação GPS, comandos de voz Bluetooth e audio streaming. (veja vídeo abaixo com uma visão geral do carro).

Guiando a Toro, seja na cidade ou na estrada, o que chama a atenção é o bom projeto do veículo. A suspensão é firme, mas confortável, o motor se mostra disposto mesmo em baixas rotações, e há muito silêncio interno. Em relação à dirigibilidade, ela se comporta como um carro de passeio: é fácil de manobrar e estacionar e a posição do motorista é alta o suficiente para garantir uma boa visão em 180 graus sem, no entanto, dificultar ou dar algum trabalho para entrar ou sair do carro por conta da distância em relação ao solo.

Em relação a motor e transmissão – na versão bicombustível, a Toro é equipada com um câmbio automático de seis velocidades – a maciez do veículo é mais um ponto de destaque. Demonstra um equilíbrio capaz de agradar vários tipos de consumidores, se mostrando suficientemente robusta para quem procura uma picape de carga para o trabalho e igualmente confortável para os que buscam apenas um veículo urbano alto e espaçoso.

Entre as características que reforçam esse equilíbrio, uma boa solução para o acesso do compartimento de carga é a tampa. Diferentemente da maioria das picapes, a da Toro tem duas divisões que se abrem como portas. Pode parecer apenas um detalhe, mas para quem não tem muita força física (principalmente as mulheres) é uma facilidade a mais não ter que levantar a tampa para fechar.

toro2Como já dissemos, a experiência do test-drive mostrou que não é difícil entender o sucesso da Toro. O veículo chama a atenção pelo design moderno e bonito, não economiza no acabamento, já sai, na versão a gasolina, com câmbio automático (rezamos pelo dia em que o mercado nacional vai abolir definitivamente os câmbios manuais), é capaz de agradar um grande contingente de consumidores e tem um preço consideravelmente mais acessível em relação a picapes grandes, trazendo boa parte das boas características que elas oferecem. Seu futuro parece bastante promissor.

O design com personalidade da Toro e o bom projeto do veículo têm alimentado até especulações sobre um SUV derivado dela, de cinco portas e capaz de concorrer com sucessos atuais como o Honda HR-V e Hyundai Tucson, entre outros. É fato que ele também concorreria com o próprio Renegade, mas pelo histórico da Fiat, de oferecer o maior leque possível de opções para os consumidores, não achamos impossível desse modelo ser lançado. Se isso acontecer, melhor para o mercado brasileiro.

Preço (versão montada no site da Fiat): R$ 89.651,00

Ficha técnica – Toro

Motor
Potência 139 cv
Torque  18,76 kgf.m (Gasolina) / 19,27 kgf.m (Etanol) a 3.750 rpm

Freios
Serviço Hidráulico, comando a pedal com ABS, ESP, ASR e Hill Holder
Dianteiro A disco ventilado
Traseiro A tambor
Direção
Tipo Elétrica com pinhão e cremalheira
Diâmetro mínimo de curva 12,2 m
Rodas
Aro 6,5 JX16” em chapa de aço (liga leve opcional)
Pneus 215/65 R16
Dimensões
Peso em ordem de marcha 1.619 Kg
Capacidade de carga 650 Kg
Carga máxima rebocável (sem freio) 400 Kg
Comprimento 4.915 mm
Largura 1.844 mm
Altura (vazio) 1.680 mm
Distância entre-eixos 2.990 mm
Altura mínima do solo (vazio) 206 mm
Volume do porta-malas 820 litros
Tanque de combustível 60 litros

Desempenho
Velocidade máxima 172 km/h (Gasolina) / 175 km/h (etanol)
Acelearação de 0 a 100Km/h 12,8s (gasolina) / 12,2s (etanol)

 

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