Test-drive com o Mini Cooper, o “aviãozinho” de origem inglesa da BMW, é só diversão

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Tem algumas situações da vida em que a gente precisa recorrer a um clichê para definir experiências ou sensações. Por isso, vamos usar um deles, aquele ditado segundo o qual a diferença entre uma criança e um adulto está no preço do brinquedo, para descrever o test-drive que fizemos com o Mini Cooper, um clássico do automobilismo mundial, pelas ruas de Fortaleza.

É difícil achar uma definição melhor para o carrinho que não seja essa: é um brinquedo fascinante sobre quatro rodas, dotado de um motor que o faz voar baixo com extrema facilidade e de um design marcante. Apesar de não ser uma novidade no mercado, os três dias com ele foram de muitos olhares, comentários e perguntas sobre o veículo. Não há como passar imune pelas ruas com ele.

O modelo que guiamos foi o Mini Cooper S de duas portas (veja quadro com as principais versões do modelo disponíveis no mercado brasileiro), gentilmente cedido pela concessionária Welle Motors. Seu design externo é o que mais se aproxima das raízes do Mini, nascido na década de 1950 na Inglaterra, um cupê clássico. Mas o ar retrô está presente em praticamente tudo no carro, seja por dentro ou por fora. A despeito do generoso pacote de tecnologias que ele traz embutido, os comandos remetem aos padrões dos veículos do século passado, como botões cromados e muitas formas arredondadas no painel.

Basta ligar o Mini, no entanto, para ele mostrar que é um “brinquedo” muito moderno. A ignição dispensa a introdução da chave, se dá por um sensor que a detecta próxima ao carro e o acionamento de um botão. No centro do console, um display digital mostra detalhes do rádio, do navegador e do computador de bordo ou a imagem da câmera de ré. Logo à frente do volante, um head up display (tela que projeta imagens ou informações, à semelhança dos teleprompters usados nos jornais de TV ou nos discursos de políticos) mostra a velocidade.

O pacote de tecnologias, entre opcionais e itens de série, é bastante extenso. Inclui, por exemplo, piloto automático com detector de velocidade do carro à frente (se este último andar mais devagar, o sistema automaticamente freia o Mini, para acompanhar e evitar o risco de colisão), ar condicionado digital dual zone e teto solar elétrico panorâmico. Mas dois recursos chamam especial atenção: os três modos de condução definidos eletronicamente através de um seletor logo abaixo da alavanca do câmbio e o anel de LED em volta do display.

Sobre os modos de direção, o motorista pode optar pelo Green, o Mid ou o Sport. O comportamento do carro muda sensivelmente em cada um deles, sendo o Green o mais suave tanto em termos de aceleração quanto de suspensão. Já o Sport é o de condução mais radical. O anel de LED, por sua vez, é uma divertida forma que a BMW, hoje detentora da marca Mini, encontrou para simular uma “alma” no carro.

O anel de LED muda de cor várias vezes e pulsa de acordo com a situação em que o carro se encontra. No modo Sport, por exemplo, ele ganha o tom de vermelho. No Green, ganha um tom de verde vivo. Quando o carro dá ré, fica branco e começa a pulsar. Com um pouco de boa vontade e certa dose de paixão pelo universo do automobilismo, dá para imaginar que o carrinho acompanha os sentimentos do condutor e pode ir da excitação à calmaria, tudo traduzido no anel de LED.

Já a condução do Mini Cooper é um capítulo à parte. Vale ressaltar que o modelo que guiamos era equipado com o motor 2.0 turbo de 192 CV (há uma versão básica, o Cooper, com motor de 136 CV). Mesmo no modo Green, esta versão não perde o DNA esportivo, presente em detalhes como a suspensão firme que deixa o carro agarrado no chão, os bancos envolventes e a distância do solo que traz ao motorista a sensação de que está em um carro de corrida. Além do modo Sport, há ainda a opção de colocar o câmbio, do tipo automatizado e com embreagem dupla (extremamente ágil nas trocas), também na posição esportiva. Nesse caso, até o ronco do motor muda e o Mini mostra todo o seu potencial. Confira aqui um pouco da nossa experiência:

Basta pisar fundo no acelerador e o torque do turbo aparece já em baixíssima rotação. A sensação é bem parecida daquela que sentimos quando estamos no avião e ele aciona a potência máxima para decolar. O Mini Cooper joga as costas do condutor pra trás e sai voando baixo. É bem difícil descrever a sensação fielmente em palavras, mas basta dizer, para efeito de comparação que um Grand Siena tem peso próximo ao do Mini (em torno de 1.200 kg). Na versão 1.0, a potência do motor do carro da Fiat é 73 CV.

Resumindo: o Mini Cooper que guiamos tem peso próximo ao de um Grand Siena e motor com quase o triplo da potência. Deixamos para a imaginação dos leitores como essa diferença se traduz em diversão ao dirigir. Mas podemos garantir que o modelo é uma ótima oportunidade de voltar às emoções lúdicas da infância.

Preços de entrada (versões de três portas) dos principais modelos do Mini Cooper em R$

Cooper (136 CV)
99.950,00

Cooper S (192 CV)
– Versão Exclusive
128.950,00

– Versão Top
145.950,00

Cabrio (192 CV)
165.950,00

John Cooper Works (231 CV)
167.950,00

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