Sem espaço para guardar o carro? Use o duplicador de vagas

duplicador de vagas

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Com uma densidade populacional cada vez maior nas médias e grandes cidades do Brasil, um desafio crescente é a demanda por vagas de estacionamento. Muitos condomínios novos têm oferecido espaço para apenas um carro por imóvel. Ao mesmo tempo, é difícil encontrar quem consiga dispensar um segundo modelo.

Afinal, as metrópoles brasileiras, em sua maioria, têm um transporte público de má qualidade. Então, quem tem condições acaba optando por ter ao menos dois carros. Seja pelo conforto, pela praticidade ou até por segurança, já que no ônibus ou no trem há o risco maior de assaltos.

E para conseguir a vaga extra, nem sempre é fácil. Há quem deixe o segundo carro na rua, outros alugam uma vaga e acabam tendo mais uma despesa fixa incorporada ao orçamento. Como conciliar, então, esse número de carros por família com o espaço mínimo oferecido nos imóveis? Uma alternativa é o duplicador de vagas, nome dado a um elevador específico para estacionar veículos. Trata-se de um equipamento que guarda algumas semelhanças com aqueles que costumamos ver nas oficinas, mas ele tem a vantagem de ser projetado para suportar o peso do veículo por períodos indefinidos. Com isso, o morador de um condomínio poderia, por exemplo, usar sua vaga única para estacionar dois carros, sendo um em cima do outro.

Com as manutenções preventivas realizadas conforme orientação do fabricante, a vida útil de um duplicador de vagas pode ultrapassar facilmente os 30 anos, mantendo desempenho e segurança ao longo do tempo. Segundo, Flavio Fornasier, CEO da Emaster (empresa que oferece instalação desse tipo de equipamento, se forem feitas as manutenções preventivas de acordo com a orientação do fabricante, a vida útil de um duplicador de vagas pode ser de mais de 30 anos com mesmo desempenho e segurança.

Duplicador de vagas demanda alguns cuidados extras 

Essas manutenções incluem os seguintes procedimentos: troca de óleo do motor elétrico a cada dois anos, engraxamento dos rolamentos de três em três meses e verificações periódicas na corrente e mensais na correia. Dentro do condomínio, a vaga a ser duplicada deve ter o piso nivelado e concretado. Além disso, ela precisa ser coberta e ter pé direito (altura) mínima de três metros. Não achamos legislação específica para estes duplicadores de vagas, mas há uma geral para elevadores que exige, na instalação, uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento que define o responsável (engenheiro ou técnico habilitado) para atestar a segurança das instalações.

Considerando o tamanho cada vez maior dos carros atuais, perguntamos ao executivo da Emaster se os duplicadores de vagas aceitam qualquer modelo, independentemente de peso e de dimensões. Ele explicou que esses equipamentos têm a mesma tecnologia dos elevadores automotivos e atendem desde veículos leves até SUVs e caminhonetes com peso máximo de 2,5 toneladas (para ter uma referência, a Toyota Hilux SW4, por exemplo, chega a 2,2 toneladas).

Flávio adverte, no entanto, que dependendo da configuração, vai ser preciso adaptar o espaço. Em caso de dois SUVs médios, pode ser necessário aumentar a altura da vaga para 3,55 metros. “Em projetos onde o pé direito possui 4 metros, o duplicador pode atender SUVs grandes e até caminhonetes. Por conta desses detalhes, a escolha do modelo ideal sempre passa por uma análise técnica do espaço e dos veículos que serão utilizados”, explica ele.

Falando agora de custo, segundo a Emaster o preço inicial de um duplicador é de R$ 24 mil. Considerando o tempo de vida útil, superior a 30 anos, é o caso de avaliar se vale a pena investir no equipamento ou ficar indefinidamente pagando aluguel por uma vaga extra. Cada situação precisa ser devidamente avaliada. Mas é certo que, na era em que grandes metrópoles restringem cada vez mais o espaço, esse tipo de recurso pode se tornar uma alternativa.

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