Test-drive: Renegade 1.8 flex automático

Compartilhe:

Segundo SUV mais vendido do mercado até novembro deste ano (só perde para o Honda HR-V), o Jeep Renegade é um carro que, na condução, mostra porque está fazendo sucesso. É um projeto bem acabado, que combina, na medida certa, robustez para o off road com conforto e maciez para a cidade. Depois de rodar com as versões Sport e Longitude, ambas a diesel, pudemos conhecer a Sport com motor flex 1.8 e câmbio automático de seis marchas. E foi possível comprovar que o carro, também nessa configuração, conserva muitas das boas características dos seus “irmãos”.

Antes de falar especificamente do modelo que guiamos, vale citar um pormenor que nos chamou a atenção graças à experiência com os três modelos: o tradicional cuidado da Fiat (proprietária da Chrysler, que detem a marca Jeep) com o design é bastante presente no Renegade e se traduz em cuidados como a presença da logomarca e da identidade da Jeep em vários detalhes do acabamento interno e externo. Nos três carros que guiamos, eles têm sutis diferenças que um olhar mais atento irá perceber. Para os proprietários, isso é um bônus, já que muita gente, quando compra um carro, deseja ter a sensação de que ele é um item exclusivo ou personalizado.

Em relação ao conforto, todas as versões do Renegade que conhecemos têm em comum a suspensão robusta, mas macia, o baixo nível de ruído interno e o bom acabamento. Além disso, a direção elétrica levíssima facilita as manobras nos estacionamentos, permitindo girar o volante sem sequer ter de segurar o componente com os dedos. Basta encostar a mão e pressiona-la levemente.

A grande diferença que percebemos no último carro que guiamos, em relação aos outros, é no desempenho do motor. Enquanto o propulsor a diesel impressiona pelo torque e a disposição para tirar o carro da inércia, na versão flex ele tem condução mais suave. Para quem deseja um carro que irá rodar mais no ambiente urbano, no entanto, o conjunto câmbio e motor pareceu bem adequado. Para o off road mais pesado, não falta potência, mas o veículo exige rotações mais altas e pisadas mais fortes para pegar velocidade ou enfrentar os obstáculos.

Para ter o carro mais na mão e controlar as rotações para garantir mais torque em cada velocidade, o Renegade oferece a opção de troca na própria alavanca de câmbio (apenas um toque para reduzir ou aumentar). O modelo que guiamos também era equipado com borboletas para troca de marchas no volante. Mas no dia-a-dia, dentro da cidade, a verdade é que a comodidade e a suavidade do carro no modo totalmente automático nos fizeram esquecer as alternativas.

renegade3Dois quesitos nos chamaram a atenção nessa versão específica que conduzimos. Um deles foi o teto solar panorâmico. Ele é um opcional de luxo, não chega a ser um item essencial em nenhum veículo, mas pelo tamanho generoso do que equipava o modelo, se revelou uma ótima experiência para rodar, tanto na cidade quanto em estradas de terra. Andamos com ele e todos os vidros abertos perto da praia, em um fim de tarde e à noite. A sensação de liberdade é muito boa.

O outro aspecto foi que pudemos testar foi a capacidade de carga do Renegade com os bancos de trás rebatidos. Se com eles na posição normal essa capacidade é de apenas 260 litros, na outra situação ela sobe para 1.300 litros. Demos um exemplo desse espaço com duas bicicletas para adultos colocadas com certa facilidade no carro. E ainda daria para colocar mais objetos (veja vídeo abaixo).

renegade2O Renegade com motor bicombustível que guiamos, com os opcionais sistema de áudio (com tela 5” touchscreen, bluetooth, USB, reconhecimento de voz e GPS), câmera de ré, volante com acabamento em couro, air bags laterais, de cortina e de joelhos para o motorista e o teto solar já citado, sai por aproximadamente 92.500,00 reais. Por pouco mais de R$ 7 mil, é possível ter uma versão a diesel, mas sem os opcionais que citamos. Para o comprador, ficam as opções: ter o torque do motor a diesel, mas abrir mão de itens de conforto e tecnologia, ou levar o motor flex com um carro mais bem equipado. Em ambos os casos, podemos garantir que o consumidor está fazendo bom negócio. O Renegade é um “carrão” em qualquer uma das versões disponíveis.

 

 

FICHA TÉCNICA

MOTOR
Cilindrada total 1.747,0 cm³
Diâmetro x Curso 80,5 x 85,8 mm
Taxa de compressão 12,5:1
Potência máxima  130 cv a 5.250 rpm (gasolina) / 132 cv a 5.250 rpm (etanol)
Torque máximo  18,6 kgfm a 3.750 rpm (gasolina) /  19,1 kgfm a 3.750 rpm (etanol)
TRANSMISSÃO
Tração Dianteira com juntas homocinéticas
Número de marchas 6 à frente e uma à ré
FREIOS
Rodas traseiras A disco ventilado
Rodas dianteiras A disco sólido
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira com assistência elétrica
Diâmetro mínimo de giro 10,84 m
RODAS
Aro 6,5Jx16″ – Liga de alumínio
Pneus 215/65 R16
MEDIDAS
Comprimento 4.232 mm
Largura da carroceria 1.798 mm
Largura entre retrovisores 2.018 mm
Altura 1.666 mm
Distância entre eixos 2.570 mm
Altura mínima do solo 177 mm
Compartimento de bagagem (bancos traseiros em posição normal) 260 l
Compartimento de bagagem (bancos traseiros rebatidos) 1.300 l
Tanque de combustível 60 l (incluindo reserva de 8 l)
Peso em ordem de marcha 1.432Kg
Capacidade de carga (5 pessoas + 50 Kg) 400
Relação peso / potência 11,02 kg/cv (gasolina) / 10,85 kg/cv (etanol)
DESEMPENHO
Velocidade máxima 179 km/h (gasolina) / 181 km/h (etanol)
Aceleração de 0 a 100 km/h 12,6 s (gasolina) / 11,5 s (etanol)
CAPACIDADE OFF ROAD
Ângulo de ataque 20,4°
Ângulo de saída 29,4°
Ângulo de Rampa 21,3°
Altura livre do solo entre os eixos 200 mm

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais conteúdo para você

Relacionados

IA

Artigo: Nas rodovias do futuro, o ativo mais valioso será uma IA mais precisa

Por Ailton Queiroga, presidente da Compsis, empresa de tecnologias para infraestrutura rodoviária   Durante mais de três décadas desenvolvendo tecnologias para infraestrutura, aprendi uma lição que também conheci na indústria aeronáutica: quando uma inovação muda completamente a forma como as pessoas interagem com um sistema, o maior desafio raramente está na tecnologia. Está na confiança. Foi assim quando participei do desenvolvimento de sistemas embarcados para aeronaves militares. Um piloto jamais questiona apenas se um equipamento funciona. Ele precisa confiar que funcionará corretamente sob qualquer condição. Nas rodovias, começa a acontecer exatamente o mesmo. Essa discussão ganha ainda mais relevância porque o Brasil atravessa o maior ciclo de investimentos em concessões

eletrificados

Artigo: o desafio da pós-venda de veículos eletrificados

Por Guilherme Porazza Dias, gerente de mobilidade da TÜV Rheinland   Eletrificados – O Brasil emplacou mais de 181.542 veículos elétricos plug-in em 2025. Isto representa um crescimento de 44% em comparação com o ano anterior, quando foram vendidos 125.624. Além disso, a frota de veículos plug-in em circulação já é superior à 410 mil, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Ainda de acordo com a ABVE, no ano passado os eletrificados representaram 9% nas vendas dos veículos leves novos, chegando a 13% em dezembro. Um dos fatores que impulsionam o crescimento é a expansão dos pontos públicos e semipúblicos de recarga, que segundo a ABVE cresceu

mulheres no setor automotivo

Mulheres no setor automotivo: mais motoristas, mais mecânicas

Em 1980, o Brasil tinha, em média, 98,7 homens para cada 100 mulheres. Em 2022, esse número havia baixado para 94,2. Revelada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa diferença faz parte de uma realidade que percebemos facilmente no cotidiano: a participação feminina nos mais diversos setores da sociedade só aumenta. E o universo automotivo não fica fora disso. Além de influenciar na decisão de compra do automóvel nas famílias que têm homens, as mulheres estão assumindo, em uma proporção crescente, sozinhas as suas próprias famílias, e com renda suficiente para escolher o modelo que quiserem, sem influências. Essa autonomia também se estende para a manutenção: Elas querem

carro elétrico

Volvo lança carro elétrico com mais de 500 km de autonomia

Carro elétrico – O novo Volvo ES90 chega destacado pela montadora por ser o seu primeiro carro totalmente elétrico a superar os 500 km de autonomia, usando parâmetros do Inmetro – que costuma ser mais rigoroso que institutos de medição internacionais. O alcance total, de acordo com a empresa, é de 524 km. E isso com um conjunto propulsor formado por dois motores elétricos que combinam uma potência total de 680 cv, 870 Nm de torque e é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em quatro segundos, O modelo também é o primeiro carro elétrico da Volvo com tecnologia de 800V, oferecendo carregamento mais rápido do que qualquer

Assine

Recebe novidades e ofertas de nossos parceiros na integra em seu e-mail