Oroch, picape da Renault, foi habilitada para ser táxi

Oroch

Compartilhe:

Oroch – Ainda não é comum vermos nas ruas e talvez muita gente não saiba, mas desde o ano passado várias cidades brasileiras autorizaram o uso de picapes como veículos para táxi. A mudança, no entanto, depende do interesse das montadoras para disponibilizar seus modelos nesse tipo de uso. O anúncio mais recente foi o da Renault para a Oroch, picape derivada do SUV Duster. Além de ser mais uma opção para os motoristas desse serviço, essa disponibilidade pode incrementar as vendas do modelo, que hoje ocupa a 7ª posição, em total de emplacamentos das chamadas picapes grandes, do ranking divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Modalidade já adotada em cidades como Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo, o transporte de passageiros através de picapes tem uma peculiaridade: por razões meio óbvias (o gravíssimo problema de insegurança do Brasil), a caçamba não pode ser aberta, para preservar a integridade da carga dos passageiros do táxi.

Segundo a Carmais, revenda autorizada da Renault em Fortaleza, a autorização também estabelece limite de até uma tonelada de peso total do modelo. E junto com a capota impermeável, é preciso ter rede de fixação para garantir a segurança dos pertences transportados.

Oroch sai com cerca de R$ 30 mil de desconto

Com a autorização, os taxistas de Fortaleza podem adquirir a Oroch zero quilômetro com as isenções que a categoria recebe: IPI, ICMS a cada dois anos e IPVA. Para Emanuella Guimarães, gerente de venda direta da Jangada Renault, a autorização representa um avanço significativo, “Essa medida valoriza os taxistas, oferecendo a eles uma nova opção de veículo que alia conforto, espaço e versatilidade. É um passo importante para modernizar a frota e atender melhor às necessidades da categoria. Nós, na Jangada Renault, entendemos a relevância desse momento e buscamos apoiar os profissionais nesse processo de adaptação”.

Vale ressaltar que, como dissemos, a disponibilização das picapes para táxi depende do interesse das montadoras que têm modelos para atender esse tipo de aplicação. A Fiat, por exemplo, poderia oferecer a Strada. Mas no site da empresa, os modelos oferecidos como opções para táxi são Mobi, Argo, Cronos, Pulse e Fastback. Já a Chevrolet resolveu fazer o mesmo que a Renault, colocando a Montana, sua picape que atende os requisitos, à disposição do segmento.

Outro detalhe curioso, especificamente sobre a Oroch, é que ela não tem versão com câmbio automático. Esse componente ajuda muito motoristas profissionais com os taxistas, que têm como rotina passar muitas horas no trânsito. Portanto, optando pelo modelo eles teriam a robustez garantida e o bom espaço da Oroch, mas precisariam lidar com essa ausência do item de conforto. E destacando o que falamos sobre robustez, a Oroch, junto com o Duster, forma o único duo remanescente dos carros vindos da Dacia, uma empresa romena que pertence à Renault.

O Logan e o Sandero, que também fazem parte do grupo trazido pelo Brasil, já não são mais comercializados. Os modelos originários da Dacia, por serem projetados para a Romênia, país que também não conta com uma das melhores estruturas viárias do mundo, ficaram conhecidos pela alta durabilidade. Tanto que até hoje ainda existem muitos motoristas de aplicativos usando Logan e Sandero, mesmo com os modelos tendo saído de linha por aqui.

Confira abaixo as opções que os taxistas têm da Oroch (informações fornecidas pela Jangada Renault, do grupo Carmais). De acordo com os valores fornecidos pela empresa, todos os descontos somados resultam em um valor aproximadamente R$ 30 mil menor que os modelos vendidos para clientes não taxistas.

 

Oroch, picape da Renault, foi habilitada para ser táxi

Oroch

 

 

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais conteúdo para você

Relacionados

Fiat

Fiat 50 anos de Brasil: veja modelos especiais lançados pela montadora

Em 2026 a Fiat  celebra 50 anos de Brasil. A montadora divulgou uma série de modelos especiais que laçou desde o início da sua jornada em 1976. O primeiro foi o Fiat 147 Rallye, lançado em 1978. Ele trazia o primeiro motor de 1.300 cm³ da montadora e algumas diferenciações estéticas, como o spoiler na parte dianteira, faixas laterais e faróis auxiliares. O Rallye veio do 147 (foto principal da matéria), icônico modelo que marcou a entrada da empresa italiana no Brasil e deixou muitas marcas – boas, como o espaço interno generoso para um carro compacto, e ruins, como o câmbio problemático que era uma lenda entre os mecânicos.

carro autônomo

Você sabia? Há 20 anos, um estudante angolano idealizou um carro autônomo

Hoje em dia já estamos nos acostumando a ver carros que dispensam motorista e fazem até o trabalho semelhante aos motorista de táxi e de Uber, buscando as pessoas e deixando em outro local com segurança. E cada vez mais o sistema que ficou conhecido como ADAS (abreviatura para “Advanced Driver Assistance Systems”, algo como “Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista”, em português). E o senso comum costuma associar essa tecnologia principalmente a estrelas atuais da mídia como a estadunidense Tesla e a chinesa BYD. Mas uma curiosidade sobre isso é que em 2006, quando carro autônomo ainda não era um conceito tão comum, o angolano Frederico Thoth Jorge de

duplicador de vagas

Sem espaço para guardar o carro? Use o duplicador de vagas

Com uma densidade populacional cada vez maior nas médias e grandes cidades do Brasil, um desafio crescente é a demanda por vagas de estacionamento. Muitos condomínios novos têm oferecido espaço para apenas um carro por imóvel. Ao mesmo tempo, é difícil encontrar quem consiga dispensar um segundo modelo. Afinal, as metrópoles brasileiras, em sua maioria, têm um transporte público de má qualidade. Então, quem tem condições acaba optando por ter ao menos dois carros. Seja pelo conforto, pela praticidade ou até por segurança, já que no ônibus ou no trem há o risco maior de assaltos. E para conseguir a vaga extra, nem sempre é fácil. Há quem deixe o

Idle Giants

Idle Giants: conheça a iniciativa que luta por caminhões e ônibus elétricos

Idle Giants – Duas coisas fazem parte do senso comum, quando se fala em veículos da linha pesada. A primeira é que caminhões e ônibus, a despeito de todas as inovações tecnológicas implantadas, seguem sendo bastante barulhentos e emitindo uma fumaça incômoda dos escapamentos. E a segunda: toda as vezes que temos uma crise de petróleo, ficamos em polvorosa diante das consequências do aumento do preço do diesel. Dito tudo isso, cresce cada vez mais o debate em torno da diversificação de fontes de energia para a frota dos modelos de transporte. Para quem ainda não conhece, há uma coalizão que reúne entidades da sociedade civil na Europa, nos Estados

Assine

Recebe novidades e ofertas de nossos parceiros na integra em seu e-mail