Sensor lateral: inventor afirma ter desenvolvido sistema para não raspar rodas no meio fio

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Você já passou pela inglória situação de raspar o pneu ou o aro no meio fio, quando vai estacionar? No caso do pneu, o estrago não é tão preocupante, mas se o contato for na parte metálica da roda ou na calota, a chance de aborrecimento é grande com os arranhões. E a situação piora se o aro for de liga leve ou alumínio. Vendo nisso uma oportunidade de negócios, o inventor mineiro Paulo Gannam afirma ter desenvolvido o protótipo de um sistema de estacionamento lateral que propõe evitar – ou pelo menos diminuir – o risco desse tipo de incidente.

O funcionamento do sistema, de acordo com ele, é similar ao já usado na traseira e na dianteira: sensores de distância avisam o condutor se ele está muito próximo do obstáculo através de sinais sonoros ou luminosos. A diferença básica é que no equipamento tradicional, é fácil instalar os sensores nos para-choques de plástico. Já o lateral, segundo Paulo, ficaria na parte de baixo da carroceria. A forma como seria essa instalação, no entanto, não está definida e dependeria de possíveis parcerias com montadoras ou empresas de acessórios.

O projeto, informa o inventor, demandaria o desenvolvimento considerando tanto a parte mecânica quanto o design, para achar a regulagem ideal do posicionamento dos sensores, tanto na altura quanto na distância lateral. “Creio que a fixação do sistema deva ser resistente aos diferentes tipos de quebra-molas. Para evitar roubos deverá haver uma embalagem resistente, como se fosse uma extensão da própria lataria”, afirma ele, acrescentando que quatro sensores seriam suficientes para cobrir toda a área das laterais.

A comunicação dos sensores laterais com o visor ligado ao sistema dianteiro-traseiro também seria possível, mas Paulo Gannam também afirma que isso também seria definido com possíveis parceiros. “A programação e a conexão com demais produtos dependerá da configuração adotada por desenvolvedores ou pela montadora que se interessar em fabricar o sensor lateral e lança-lo no mercado”, explica.

De acordo com estimativas do inventor, o sistema de estacionamento lateral custaria algo em torno de 200 dólares. A preço de hoje, isso seria algo próximo de 800 reais. Em uma pesquisa que fizemos, um kit com retrovisores elétricos e o sistema tilt down, que baixa o espelho do lado do passageiro quando é acionada a marcha ré, custa mais ou menos o mesmo valor – dependendo do modelo, seria até menor. Paulo Gannam lembra, no entanto, que o tilt down não protege o pneu dianteiro direito, o que é uma desvantagem em relação ao sistema que ele propõe.

Outra aplicação na qual o inventor acredita que o sistema de estacionamento lateral teria utilidade seria para ônibus, caminhões e frotistas. Haveria inclusive, segundo ele, mais opções de instalação. “A calota poderia ser sensível ao toque na guia, como um sensor de pressão que avisa que a roda está raspando. Isto salva o pneu que é mais caro”, afirma.

Outro invento quer estimular cooperação entre motoristas
O sensor lateral não é a única proposta de Paulo Gannam para o setor automotivo. Ele também tem o protótipo de um produto batizado de “Sistema de Cooperação no Trânsito”. De acordo com o inventor, trata-se de um equipamento eletrônico de comunicação instantânea com o qual motoristas alertam, com frases pré-gravadas, problemas identificáveis em outro veículo que viram passar ou incidentes na estrada. Entre os exemplos de frases possíveis estão “Luz de freio queimada”, “Pneu murcho”, “Porta entreaberta” e “Acidente na estrada”.

“Mesmo havendo grande número de amantes de aplicativos para a comunicação entre motoristas no trânsito, é preciso de praticidade e facilidade no acesso e envio das mensagens. O aparelho vai atender essa demanda”, garante o inventor. Ele ressalta que outra vantagem do sistema seria a possibilidade de troca de informações instantâneas entre motoristas e instituições governamentais ligadas ao trânsito como polícia e corpo de bombeiros – comunicando acidentes, por exemplo.

Cooperacao
           Protótipo do aparelho a ser usado no sistema de cooperação

O aparelho eletrônico desenvolvido para o “Sistema de Cooperação no Trânsito” usaria ondas de rádio para se comunicar, o que o tornaria independente de sinal de Internet. De acordo com Paulo Gannam, o custo estimado para produção do dispositivo seria de 65 dólares, caso produzido em pequena escala. Em larga escala, cairia para cerca de 20 dólares. Para o consumidor final, segundo ele, o valor iria depender de acordos com montadoras, fabricantes de componentes do setor automotivo e empresas de telecom, de telemetria e seguradoras e outras que pudessem aderir projeto.

Em busca de parcerias
Para quem se interessou pelos inventos, Paulo Gannam informa que está em busca de parceiros entre empresas do setor automotivo, de tecnologia, telemetria e telecomunicações, para verificar viabilidades e lançar seus produtos no mercado. Seguem os contatos do inventor:

Telefone: (35) 8404-4124
E-mail: pgannam@yahoo.com.br
Linkedin: https://www.linkedin.com/pub/paulo-gannam/51/1b0/89b
Facebook: https://www.facebook.com/paulogannam.inventionsseekinvestors

 

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