Pintura na água: você já ouviu falar no Water Transfer?
Silvio
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Depois do processo conhecido como envelopamento, no qual a pintura da carroceria é revestida com um adesivo, os adeptos do tuning em Fortaleza agora contam com mais uma opção para personalizar seus veículos. É a técnica de Water Transfer, que começa a ganhar clientes de carros e motos na cidade. Segundo Fernando Vítor, presidente da Rede Uniprosom (entidade que reúne várias lojas de acessórios e tuning), o serviço chegou há aproximadamente três meses na capital cearense.
Para quem não conhece, o Water Transfer faz a impressão de um adesivo em componentes do veículo através da sua dissolução em um líquido composto por água aquecida e álcool polivinilico, um polímero bastante usado em adesivos pelo seu alto poder colante. A peça do carro, após ter sido tratada previamente com um prime (elemento que aumenta a capacidade de absorção do material a ser tratado), é então mergulhada no recipiente com o líquido. Por fim, é feita uma aplicação de verniz, para proteger o adesivo e aumentar sua vida útil.
De acordo com Jeferson Neri, proprietário da Panda Som, o preço do serviço depende do componente a receber o tratamento. Uma roda, por exemplo, custa R$ 180,00. Já um painel de um Golf, por exemplo, sai por aproximadamente 400 reais, porque além da adesivagem, também é incluída a mão de obra de montagem e desmontagem. Ele explica que após a aplicação, a expectativa de vida útil é de, no mínimo, cinco anos. “É tão resistente quanto a pintura, porque também recebe o verniz. Se for bem cuidado, o tempo é indefinido”, garante.
Atualmente, a Panda Som realiza entre 10 e 15 serviços por mês. Por enquanto, as peças mais procuradas, segundo Jeferson, têm sido as menores, como retrovisores e painéis automotivos, componentes de moto. A expectativa é de queda gradativa nos preços e aumento da procura para adesivar outras partes. Segundo os entrevistados, o principal atrativo do Water Transfer é a possibilidade de personalização do veículo. “É um serviço diferente. Não fica parecido com pintura nem com desenho. É uma impressão”, afirma Vítor. “São mais de 200 opções de texturas e mesmo quando cada uma é aplicada duas vezes, uma nunca fica igual à outra, porque quando ela dissolve na água já apresenta variações”, completa Jeferson.
Saiba mais Apesar de ter chegado para o setor automotivo brasileiro há aproximadamente três anos, o Water Transfer não é um processo novo no mundo. Sua patente foi registrada nos Estados Unidos em 1982 com a seguinte descrição: um aparelho de impressão formado por uma estrutura com uma película de transcrição, um recipiente contendo um líquido de modo que essa película é mantida flutuando e no qual um objeto imerge obliquamente para tê-la impressa sobre sua superfície. Após sua criação tornou-se bastante popular principalmente no Japão e nos Estados Unidos.
A técnica, vale ressaltar, não se aplica apenas a componentes automotivos de plástico e metal. Pode ser aplicada em madeira, MDF selado, cerâmica, porcelana, vidro, resinas de fibra de vidro e materiais compostos de fibra de carbono.
De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), em 2012 o Brasil registrou 117 vendas de carros eletrificados. No ano passado, o número total chegou a quase 224 mil. Essa diferença gigantesca em apenas 13 anos dá um ideia de como o mercado está aos poucos ficando mais diversificado e menos limitado a modelos movidos apenas a combustão. O Webmotors, um dos maiores marketplaces do País, registrou aumento de 38% nas buscas por esse tipo de modelo. Ao que tudo indica, muitos consumidores estão perdendo o medo dessa nova tecnologia, que está chegando nessa velocidade principalmente às marcas chinesas, que hoje detém a liderança no desenvolvimento de carros
Cores de carros – Qualquer pessoa com boa memória que viveu no Brasil na década de 1970 vai lembrar que as ruas eram bastante coloridas, com carros, vermelhos, verdes, amarelos, azuis e de outras tonalidades. Agora, corta para os tempos atuais: branco, cinza e preto fazem a paleta, com algumas raras aparições de vermelho ou azul metálico. O levantamento Webmotors Insights, feito pelo marketplace de mesmo nome que hoje é um dos maiores do País, apontou que em 2025 na busca por modelos zero quilômetro a cor cinza foi as mais procurada, com 23,3% dos acessos. Outras variações básicas surgem na sequência, com preto e branco respondendo por mais de
Ceer – Dona da segunda maior reserva de petróleo do mundo (ficando atrás apenas da Venezuela), a Arábia Saudita, no Oriente Médio, resolveu investir em um segmento que mais tem ameaçado a hegemonia das indústrias petrolíferas do mundo: a mobilidade elétrica. Anunciada em 2022, a Ceer é a primeira fábrica de carros elétricos daquele país e desde então tem se estruturado para montar sua linha de produção. Segundo os fabricantes, o nome vem do significado da palavra em árabe: algo como “mover-se em frente”. O anúncio mais recente foi a parceria com o Grupo Dürr empresa de engenharia mecânica com expertise nas áreas de tecnologia de automação, digitalização e eficiência
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