É possível um SUV, veículo que tem entre suas principais características razoável altura em relação ao solo, ter comportamento de carro esportivo, mostrando pouca inclinação nas curvas e boa estabilidade em velocidades mais altas na estrada? A resposta é sim para essa pergunta, porque não há nada que um projeto eficiente de engenharia não consiga. Pudemos comprovar isso guiando o GLA, da Mercedes-Benz, gentilmente cedido pela concessionária Newsedan.


Tivemos oportunidade de andar bem com o GLA, incluindo uma viagem de aproximadamente 40 km na estrada e passando por alguns trechos de terra. Como um legítimo carro pensado por alemães, ele não mete medo de andar por nenhum terreno. Aqui, fala mais forte o lado SUV. Ele bate muito pouco e a suspensão passa sensação de firmeza mesmo nos buracos mais consideráveis.
Falando da condução do veículo, lembramos que o texto começou fazendo referência ao comportamento de esportivo que o GLA tem, mesmo sendo um SUV. Além do que já descrevemos, outro fator que contribui para isso é que o modelo tem teto mais rebaixado. Isso contribui para diminuir o centro de gravidade, deixando-o mais estável, e faz com que o interior seja mais envolvente. Os bancos em formato de concha também ajudam nessa tarefa, e o resultado é final é um habitáculo que agrada quem quer um carro alto, mas não gosta de uma área envidraçada que expõe demais os ocupantes.
A versão que guiamos do GLA foi a Advance (o modelo tem seis opções, veja todas no fim da matéria, com os respectivos preços). O motor que o equipa é o mesmo 1.6 do A 200, com 156 cv de potência. Ele tem comportamento predominantemente suave nas arrancadas. O carro tem três modos de condução: Sport, Eco e Manual. Tivemos oportunidade de guiar durante bom tempo nas duas primeiras. O Eco é ideal para o ambiente urbano e para longos trechos de estrada a velocidade quase constante. Vale ressaltar que nós acompanhamos a medição do computador de bordo e ele registrou, com o piloto automático fixo nos 80 km/h, a boa marca de 15 km por litro na medição instantânea.
Já no modo Sport, o motor ronca bonito, trocando de marcha rotações mais altas, e tem comportamento um pouco mais agressivo. Seja para diversão do motorista, caso ele, como nós, se reconheça como um apaixonado por motores, ou para garantir mais segurança nas ultrapassagens, o modo Sport também apresentou sua utilidade. Mas é fato que no ambiente urbano o melhor é usar o Eco, já que a sensação de esportividade e de “carro agarrado no chão” é passada por outros fatores. Fazendo isso, o motorista garante a boa dirigibilidade e economiza combustível.
Assim como o A 200, o GLA que guiamos apresentou os atributos de um legítimo Mercedes-Benz: robustez, apuro nos mínimos detalhes de acabamento, projeto eficiente de engenharia e design e um motor com bom desempenho para rodar na cidade ou na estrada. E entre os atributos próprios do modelo, o que mais nos chamou a atenção (e agradou) foi a capacidade de combinar características de esportivo e de SUV.



