Test-drive: Fiat 500 Abarth, um foguete sobre rodas

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O sedan médio Linea, da Fiat, tem mais de 4,5 metros de comprimento e pesa 1.315 kg. E ele tinha uma versão chamada T Jet, que usava um motor 1.4 turbo com 154 cv de potência. Essa motorização era capaz de fazer o veículo voar baixo, quando o motorista pisava fundo no acelerador. Agora, imagine colocar uma versão mais evoluída do motor que equipava o Linea, o Multiair 16 V Turbo com 167 cv, em um carrinho com 200 kg a menos que o sedan, e apenas 3,66 mm de comprimento. O resultado é um foguete sobre rodas. Essa é precisamente a sensação com o 500 Abarth, modelo que tivemos oportunidade de guiar por alguns dias.

Versão esportiva do supercompacto da Fiat, o Abarth é um modelo que impressiona pela disposição. Ele funciona em dois modos: o normal e o “Sport”, acionado através de um botão no painel. No primeiro, o torque de 23 kgf.m já mostra o seu vigor a partir de 3.000 rpm. Já no segundo, o carro simplesmente vira um bólido de competição. As costas são jogadas contra o encosto e ele sai em disparada, gerando um misto de diversão e (agradável) medo.

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Um detalhe interessante é que, ao acionar o botão “Sport”, o motorista vê uma transformação no painel (todo de LCD, muito bonito), prenunciando que entrou em operação outro carro. Um conta-giros acende no lado esquerdo e as tonalidades dos medidores se alteram, trazendo um conjunto mais agressivo.

Segundo a Fiat, a função “Sport” aumenta automaticamente a pressão do turbocompressor na faixa de torque do motor de 0,8 bar para 1,24 bar, o volante ganha “peso” e o pedal do acelerador responde ainda mais rapidamente. As alterações no painel são para fazer com que o Abarth, no modo mais esportivo pareça realmente outro carro. E conduzindo o carro é mesmo a sensação que se tem: é outro veículo, ainda mais endiabrado que o original.

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Dotado de muita tecnologia, o Abarth conta com recursos como sete air bags (dois frontais, dois laterais, dois nas janelas e um de joelho), freios ABS com EBD (Electronic Brake-force Distribution), ESS (Emergency Stop Signal), ESC (Electronic Stability Control), TCS (Traction Control System) e TTC (Torque Transfer Control). Os freios, a disco nas quatro rodas, merecem destaque. São extremamente precisos. E combinados com os mecanismos eletrônicos de controle, dão ao condutor sempre a sensação de que o carro está agarrado no chão.

O câmbio é outro detalhe que reforça a esportividade do modelo. Com marchas curtas e engates precisos, ele facilita bastante o processo de fazer o Abarth sair da inércia e em alguns segundos já estar voando baixo. Para a estrada, vale ressaltar, mesmo sendo manual ele também conta com piloto automático – recurso que mantém a velocidade constante e dispensa o motorista de pisar no acelerador.

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Para reforçar que o Abarth é uma versão apimentada do 500, o design externo tem algumas diferenças em relação ao do modelo original. O parachoque dianteiro é 69 mm mais longo para alojar radiadores de ar e água, e a traseira tem dupla saída de escapamento. As rodas são de liga leve, com pneus 195/45 R16. Ficamos com a impressão de que, pela agressividade do motor, os faróis também mereciam um novo desenho, para tirar a cara de “simpático” do 500 e impor mais respeito.

Para quem já tem um carro para usar no dia-a-dia e deseja um segundo modelo para a diversão, o Abarth é garantia de muitos momentos emocionantes. É uma combinação bem acertada de motor potente, tecnologia e praticidade – esta última pelas pequenas dimensões do modelo, que o tornam bastante fácil de conduzir. A Fiat o classifica como “pocket rocket” (algo como “foguete de bolso”). Pelo que pudemos observar depois de alguns dias guiando o carro, essa – guardadas as devidas proporções – é uma boa definição.

Saiba mais sobre a marca Abarth
Karl Abarth nasceu na Áustria em 15 de novembro de 1908. Ainda jovem, trabalhou na fábrica Moto Thun, no início como mecânico, depois como preparador. Ao substituir um piloto lesionado, começou sua carreira guiando veículos de duas rodas no Grande Prêmio da Áustria. Após um grave acidente, por recomendações de amigos e familiares, partiu para as corridas de side-cars (modelos formados por uma moto acoplada a um componente lateral que leva mais uma pessoa). Graças às suas habilidades mecânicas, ele ampliou o desempenho e a fama desse tipo de veículo.

Paralelamente, ele também se dedicou aos motores de carros. E fundou, em 1949, a equipe de corrida Abarth&Co. O escorpião, emblema da empresa, veio do signo de Karl. Na empresa, ele criou o primeiro kit de modificação para o câmbio e escapamento do Fiat Topolino, um sucesso da Fiat na Europa. O kit permitia que qualquer pessoa transformasse seu próprio Topolino em um carro mais rápido e esportivo.

O ano de 1959 viu o nascimento do Fiat 500. Abarth, com o modelo, democratizou os carros de corrida. O Fiat 500 Abarth conquistou mais de 900 vitórias e seis recordes mundiais de velocidade entre os anos de 1958 e 1965. O sucesso da parceria fez com que a Fiat adquirisse a marca em 1971.
Preço (obtido no site da Fiat. O modelo é vendido em versão única): R$ 81.710

 

Ficha técnica

Motor
Cilindrada total (cc) 1368
Potência (cv) 167
Torque (kgf.m) 23
Combustível Gasolina
Transmissão
Manual com cinco velocidades
Freios
Traseiro A disco
Dianteiro A disco
Direção
Elétrica
Rodas
Pneus 195/45 r16
Aro Liga leve 6.5″x16″
Dimensões
Peso em ordem de marcha (kg) 1.164
Capacidade do porta-malas (l) 185
Tanque de combustível (l) 40
Comprimento (mm) 3.667
Largura (mm) 1.627
Altura (mm) 1.490
Entre-eixos (mm) 2.300
Altura do solo (mm) 120
Desempenho
0 a 100 km/h 7,7 (normal) / 6,9 (sport)
Velocidade máxima 213,5 km/h

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