Test-drive: Jeep Renegade a diesel

Compartilhe:

Pode-se dizer que o Jeep Renegade é um carro emblemático do mercado nacional. É o primeiro modelo oficialmente feito pela Jeep no Brasil. Além disso, é o representante mais expressivo do grande investimento que a Fiat, proprietária da marca, fez no estado de Pernambuco, inaugurando uma fábrica. Por fim, ele é um modelo que representa a entrada da Jeep na faixa de veículos com preço a partir de 70 mil reais.

Tivemos oportunidade de conferir as características do modelo guiando uma versão Sport a diesel (veja as opções de motor e acabamento abaixo). Ao fim de alguns dias com o carro, foi possível entender o porquê do sucesso que ele está fazendo no mercado nacional, mesmo em tempos de crise econômica e suas consequências no setor automotivo. E não é só pelo burburinho que se formou em torno dele, por causa dos motivos que citamos acima.

Para começar, o Renegade chama a atenção pelo bom acabamento. Tanto nas portas quanto no painel, os materiais são agradáveis ao toque e há poucos plásticos rígidos. Também há bons porta-objetos espalhados e o pouco o nível de ruído interno chama a atenção. O motor, o diesel turbo 2.0 MultiJet II, apresenta uma vibração quase imperceptível.

Jeep1

A suspensão é outro item que agrada. O jipe é um carro alto para andar nas estradas de terra, mas isso não o torna um estranho no ninho na cidade. Tivemos oportunidade de rodar nos dois ambientes e ele se saiu bem em ambos. No trânsito urbano, ele se comporta como um típico veículo de passeio. Nos buracos e lombadas, não há rigidez ou desconforto. E na terra, ele simplesmente desconhece as pequenas irregularidades e apresenta muita valentia nas grandes.

Não submetemos o modelo a situações extremas em que fossem precisos os recursos de 4×4. Mas deixamos aqui registradas as opções que ele oferece. A versão que guiamos tem dois sistemas para o desempenho off-road. Ambos podem transmitir 100% do torque disponível ao solo em apenas uma das rodas. São o Active Drive (4×4 normal) e Active Drive Low (reduzida). Eles incluem o recurso Selec-Terrain, que permite escolher cinco modos de contronle: Auto (automático), Snow (neve), Sand (areia) e Mud (lama).

Falando de conforto e facilidade de dirigir na cidade, que é onde anda a esmagadora maioria dos proprietários desse veículo, o Renegade tem dimensões que o tornam fácil de manobrar e direção com assistência elétrica (bastante leve). Além disso, o modelo que guiamos estava equipado com o pacote opcional multimídia, que inclui câmera de ré. Combinados, todos esses elementos resultaram em um carro muito bem adaptado para ajudar o motorista a enfrentar o ambiente urbano e seus espaços limitados.

O motor a diesel, combinado com o câmbio automático, é um item de comodidade a mais do Renegade. Registrou números que chamaram nossa atenção. No consumo dentro da cidade, registrado pelo computador de bordo, chegou à marca 16 km por litro, na média. E na estrada, em velocidade constante com o piloto automático ligado, o consumo instantâneo chegou a 30 km por litro.

Itens que também merecem destaque são os que compõem dois opcionais de peso. Um é o Pacote Multimídia, que além da câmara de ré que já citamos, inclui sistema de áudio com tela touchscreen. Bluetooth, USB e Sistema de reconhecimento de voz com Navegação GPS. O outro é o teto solar elétrico panorâmico, que toma praticamente toda a parte de cima do veículo. No sol tórrido de Fortaleza, não dá para usa-lo muito até as 4 da tarde, mas depois disso, especialmente em noite de lua cheia, a experiência de guiar o carro com ele aberto é única.

Jeep3Resumindo, após nossa experiência de alguns dias com o Renegade podemos dizer que é um veículo resultante de um bom projeto, feito para agradar quem procura um carro capaz para levar com conforto e praticidade uma família no ambiente urbano ou divertir, com muita robustez, os aficionados por off road.

 
Preço (calculado no site da Jeep com os opcionais que encontramos no modelo guiado, que foram Pacote Multimídia, Pacote Segurança, Teto Panorâmico e Pacote Conforto): R$ 118.230,00

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais conteúdo para você

Relacionados

IA

Artigo: Nas rodovias do futuro, o ativo mais valioso será uma IA mais precisa

Por Ailton Queiroga, presidente da Compsis, empresa de tecnologias para infraestrutura rodoviária   Durante mais de três décadas desenvolvendo tecnologias para infraestrutura, aprendi uma lição que também conheci na indústria aeronáutica: quando uma inovação muda completamente a forma como as pessoas interagem com um sistema, o maior desafio raramente está na tecnologia. Está na confiança. Foi assim quando participei do desenvolvimento de sistemas embarcados para aeronaves militares. Um piloto jamais questiona apenas se um equipamento funciona. Ele precisa confiar que funcionará corretamente sob qualquer condição. Nas rodovias, começa a acontecer exatamente o mesmo. Essa discussão ganha ainda mais relevância porque o Brasil atravessa o maior ciclo de investimentos em concessões

eletrificados

Artigo: o desafio da pós-venda de veículos eletrificados

Por Guilherme Porazza Dias, gerente de mobilidade da TÜV Rheinland   Eletrificados – O Brasil emplacou mais de 181.542 veículos elétricos plug-in em 2025. Isto representa um crescimento de 44% em comparação com o ano anterior, quando foram vendidos 125.624. Além disso, a frota de veículos plug-in em circulação já é superior à 410 mil, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Ainda de acordo com a ABVE, no ano passado os eletrificados representaram 9% nas vendas dos veículos leves novos, chegando a 13% em dezembro. Um dos fatores que impulsionam o crescimento é a expansão dos pontos públicos e semipúblicos de recarga, que segundo a ABVE cresceu

mulheres no setor automotivo

Mulheres no setor automotivo: mais motoristas, mais mecânicas

Em 1980, o Brasil tinha, em média, 98,7 homens para cada 100 mulheres. Em 2022, esse número havia baixado para 94,2. Revelada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa diferença faz parte de uma realidade que percebemos facilmente no cotidiano: a participação feminina nos mais diversos setores da sociedade só aumenta. E o universo automotivo não fica fora disso. Além de influenciar na decisão de compra do automóvel nas famílias que têm homens, as mulheres estão assumindo, em uma proporção crescente, sozinhas as suas próprias famílias, e com renda suficiente para escolher o modelo que quiserem, sem influências. Essa autonomia também se estende para a manutenção: Elas querem

carro elétrico

Volvo lança carro elétrico com mais de 500 km de autonomia

Carro elétrico – O novo Volvo ES90 chega destacado pela montadora por ser o seu primeiro carro totalmente elétrico a superar os 500 km de autonomia, usando parâmetros do Inmetro – que costuma ser mais rigoroso que institutos de medição internacionais. O alcance total, de acordo com a empresa, é de 524 km. E isso com um conjunto propulsor formado por dois motores elétricos que combinam uma potência total de 680 cv, 870 Nm de torque e é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em quatro segundos, O modelo também é o primeiro carro elétrico da Volvo com tecnologia de 800V, oferecendo carregamento mais rápido do que qualquer

Assine

Recebe novidades e ofertas de nossos parceiros na integra em seu e-mail